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12 de October, 2026

Ataques Terroristas: população de Marrangira revoltada com libertação “selectiva” dos reféns

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A população do Posto Administrativo de Marrangira, no distrito de Marrupa, província do Niassa, manifesta a sua indignação com a libertação “selectiva” dos reféns raptados pelos insurgentes, na sequência do ataque terrorista ocorrido no passado dia 03 de Setembro. Em causa está a libertação, há dias, de três funcionários da Mozambique Wild Adventures (MWA), enquanto seus filhos continuam nas mãos dos terroristas.

A população de Marrangira diz não entender as razões de o Estado ter-se esforçado apenas para a libertação dos trabalhadores daquela coutada, deixando para trás os seus filhos, que também foram vítimas dos insurgentes.

Entretanto, em conferência de imprensa concedida na sexta-feira, o Secretário de Estado na Província do Niassa, Silva Livone, defendeu que as Forças de Defesa e Segurança (FDS), em coordenação com as demais autoridades, estão a desenvolver esforços para garantir a libertação das crianças.

Livone apela à calma da população, desencorajando a realização de manifestações. Diz que a prioridade das autoridades é de resgatar as crianças. “Decorrente desta libertação do cativeiro desses três indivíduos, a população de Marrangira colocou-se em fúria, pelo facto de (e tem razão) os seus filhos não terem sido devolvidos. Pedimos calma porque se houver violência e tumultos, não nos vão dar tempo suficiente para esclarecermos este caso”, disse Livone.

Refira-se que três funcionários da Coutada de Marrangira foram libertos pelos terroristas no passado dia 04 de Outubro, após o pagamento de resgate, avaliado em pouco mais de 53 mil USD, segundo o Zitamar News. Entre os libertados, estão um cidadão sul-africano, um zimbabueano e um moçambicano, natural da província do Niassa.

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