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8 de October, 2026

Ataque Terroristas: insurgentes libertaram três trabalhadores da Coutada de Marrangira

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Pelo menos três trabalhadores da Coutada de Marrangira, na Reserva Especial do Niassa, no distrito de Marrupa, província do Niassa, foram finalmente libertos pelos insurgentes, após um mês de cativeiro, na sequência do ataque terrorista ocorrido no passado dia 03 de Setembro àquela área de conservação.

Informações apuradas pela “Carta” indicam que as vítimas foram libertas no passado dia 04 de Outubro, domingo, nas proximidades das aldeias de Lusaka e Ntola, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, após o pagamento de resgate. Entre os libertados, estão um cidadão sul-africano, um zimbabueano e um moçambicano, natural da província do Niassa.

Uma publicação do Mozambique Bio, nesta quarta-feira, confirma o pagamento de resgate para a libertação dos três cidadãos, mas sem revelar os valores envolvidos. No entanto, o portal Zitamar News garante que o resgate das vítimas custou cerca de 53 mil dólares norte-americanos.

Aliás, o Zitamar acredita que, durante o período em que estiveram em cativeiro, as vítimas estavam a ser doutrinadas com teorias islâmicas. Diz ainda que as crianças que estão sob custódia dos terroristas estão a ser submetidas a treinos para supostamente integrar as fileiras para acções de combate.

O Governo sul-africano, através do Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO, na sigla em inglês), confirmou o resgate do cidadão sul-africano, um mecânico de 30 anos de idade, natural de Phalaborwa, província do Limpopo. A vítima já deixou o país esta quarta-feira.

O DIRCO não forneceu detalhes sobre as circunstâncias que envolveram a sua libertação e se houve prisões ou se uma investigação sobre o incidente está em andamento, mas diz não ter negociado qualquer valor de resgate. Avançou igualmente que o governo sul-africano expressou a sua gratidão ao executivo moçambicano pela assistência prestada para garantir a sua libertação em segurança.

Refira-se que, durante o ataque, protagonizado por cerca de 30 insurgentes, os atacantes mataram uma mulher e feriram um membro das Forças de Defesa e Segurança, para além de terem destruído o acampamento, um centro de saúde, um posto policial e uma antena de telefonia móvel. A polícia informou na altura que 11 pessoas foram inicialmente capturadas durante a operação, que provocou a deslocação de cerca de 3.000 pessoas.

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