O Presidente da República, Daniel Chapo, inicia, esta quarta-feira, uma visita de trabalho de dois dias ao Ruanda, a convite do seu homólogo, Paul Kagame. O facto foi comunicado ontem pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República, em comunicado enviado à “Carta”.
Esta é a primeira visita do estadista moçambicano àquele país da África Oriental, que desde Julho de 2021 ajuda Moçambique no combate ao terrorismo, na província de Cabo Delgado, num acordo até aqui desconhecido pelos moçambicanos.
A visita de Chapo à Ruanda acontece num momento em que há rumores de possível regresso da Total à Península de Afungi, depois de, em Março, o Conselho de Administração do Banco de Exportação-Importação dos Estados Unidos ter aprovado um empréstimo de quase cinco mil milhões de dólares para o projecto de gás natural liderado pela petroquímica francesa.
Até ao momento, não está claro quem será responsável pela segurança do projecto, mas, em 2023, um relatório de avaliação da situação humanitária na província de Cabo Delgado, produzido pelo especialista francês em áreas de acção humanitária e de direitos humanos, Jean-Christophe Rufin, recomendou à Total a cessar as suas relações com as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas para a manutenção da segurança do projecto.
Na sua visita ao Ruanda, o Presidente da República faz-se acompanhar nesta pelos ministros, da Defesa Nacional, Cristóvão Chume; dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas; das Finanças, Carla Louveira; da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá; e na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Ricardo Sengo.




