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15 de August, 2025

Criminosos deportados dos EUA para E-swatini nunca cruzarão a fronteira para a África do Sul, garante a Presidência sul-africana

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O porta-voz da presidência sul-africana, Vincent Magwenya, disse que o Reino de E-swatini assumiu a responsabilidade de manter os cinco homens deportados pelos Estados Unidos dentro das suas fronteiras, já que a presença deles gerou grande indignação e preocupação dos sul-africanos.

“Houve negociações entre E-swatini e a África do Sul e E-swatini deu algumas garantias. Essas negociações continuarão e as preocupações da África do Sul foram bem documentadas e são bem conhecidas. O Reino de E-swatini comprometeu-se, até ao momento, a garantir que nenhum desses indivíduos escape das autoridades e acabe por entrar na África do Sul”, disse.

Há quatro semanas, o Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) dos EUA anunciou a transferência de cinco homens de Laos, Cuba, Jamaica, Vietnam e Iêmen para E-swatini, após os seus países de origem os terem rejeitado. Relatos do início deste mês alertaram sobre o envio de mais 150 criminosos em situação de vulnerabilidade para E-swatini. A diplomacia moçambicana ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, tendo em conta que E-swatini é vizinho de Moçambique.

Magwenya também abordou as negociações da África do Sul com os EUA sobre novas tarifas, afirmando tratar-se de “um exercício muito complexo” que envolve vários países e sem cronogramas claros.

“As negociações comerciais, por sua própria natureza, são complexas. Nãosão um evento; são um processo e,muitas vezes, é um processo sem prazos. A abordagem do governo Trump baseou-se no pressuposto dos déficits comerciais e do uso de tarifas como instrumento para impulsionar o desenvolvimento industrial. São águas desconhecidas que estamos a tentarnavegar”, afirmou o porta-voz da presidência sul-africana.

 

Em relação aos incidentes recentes em que membros de um grupo sul-africano anti-migração, denominado “Dudula”, foram vistos a bloquear a entrada de estrangeiros em unidades públicas de saúde, Magwenya reafirmou que os direitos constitucionais se aplicam a todos.

“Ninguém pode negar a um estrangeiro o acesso a uma unidade de saúde pública… Isso simplesmente não pode acontecer. Não se pode negar que há escassez de recursos nas comunidades e uma enorme pressão sobre o sistema de saúde pública, mas a violência contra qualquer pessoa não resolverá nada”, sublinhou.

Dudula que em língua zulu significa “empurrar para fora” é um movimento que usa o slogan “Coloque a África do Sul em Primeiro Lugar e,ocasionalmente, tem perpetrado bloqueios a imigrantes ilegais de Moçambique, Zimbabwe e Malawi no acesso a serviços básicos de saúde e educação na África do Sul, alegando que estão a sobrecarregar os investimentos feitos nesses sectores. (Sowetan)

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