A mulher de Vitano Singano disse hoje que o marido foi sequestrado há duas semanas por desconhecidos, repudiando informações que circulam nas redes sociais dando conta do assassinato do político.
“Não sei como as pessoas são maldosas até esse extremo, não sabemos o seu paradeiro, ele foi sequestrado há duas semanas, na Santa Isabel”, afirmou Cidália Paulino, em declarações ao canal STV.
Paulino afirmou que Vitango Singano foi mandado descer de um “txopela”, moto-táxi, por indivíduos desconhecidos, quando voltava da casa de um amigo que vive no Bairro de Maquinino, na cidade da Beira.
O motorista do “txopela” foi agredido na cabeça com uma arma, quando tentava impedir o “sequestro” de Singano, acrescentou a mulher, com base em informações que diz ter recebido de populares que assistiram ao incidente.
“Estamos de um lado para o outro à procura de Vitano, mas as pessoas andam a publicar coisas que não sabem”, declarou Cidália Paulino, referindo-se aos rumores sobre o alegado homicídio do político.
Paulino disse que não é a primeira vez que circulam boatos sobre a morte do marido, tendo acontecido o mesmo quando foi preso em Maputo.
“Quando estava detido em Maputo, corria a mesma informação, diziam que viram o corpo, eu peço para não levar a sério essas informações”, declarou.
Vitano Singano esteve detido durante mais de cinco meses na Cadeia Civil de Moçambique sob acusação de conspiração contra a segurança do Estado, na sequência de pronunciamentos que fez durante as manifestações contra os resultados das eleições gerais de Outubro de 2024.
Após ter sido parte da guerrilha da Renamo e militado no partido, Singano abandonou esta formação política e fundou o partido Revolução Democrática (RD).





