Mostra instalada nas grades exteriores do CCFM reúne cerca de dez fotografias em grande formato e estará patente até 20 de Novembro
O Millennium bim, no âmbito da sua parceria institucional com o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), apoia a exposição de fotografia “O Corpo como Fronteira”, do fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço, inaugurada esta quarta-feira nas grades exteriores daquela instituição cultural, em Maputo.
Com curadoria de Inês Dias, a exposição interpreta o corpo como um espaço político, poético e simbólico, onde se cruzam identidade, memória, cultura e história. Inspirada pelo conceito de Afrofuturismo e pelo espaço urbano, a mostra explora a ideia de “re-existência”, uma forma de existir que resiste, se reinventa e reivindica o seu espaço.
“O Corpo como Fronteira’ convida-nos a olhar para a cidade e para as pessoas que a habitam a partir de uma perspectiva diferente. Ao apoiar esta exposição, o Millennium bim contribui para que novos criadores encontrem espaço, visibilidade e novos públicos, promovendo simultaneamente uma maior aproximação entre a cultura e o quotidiano das pessoas”, afirmou José Artur Caetano, Administrador Executivo do Millennium bim.
As cerca de dez fotografias em grande formato apresentam corpos das periferias inseridos em becos, ruínas e diferentes paisagens urbanas, transformando esses lugares em espaços de afirmação, pertença e imaginação de futuros possíveis.
Situadas entre o documental e o imaginário, as imagens exploram a relação entre corpo, espaço e identidade, recorrendo a gestos performativos, enquadramentos directos e contrastes cromáticos entre a matéria orgânica e a arquitectura urbana.
A instalação nas grades exteriores do CCFM confere à exposição um formato diferente do habitual, permitindo que as obras sejam apreciadas por quem circula pelo espaço público e estabelecendo uma relação mais próxima entre a fotografia, a cidade e as pessoas.
A iniciativa integra o calendário cultural apoiado pelo Millennium bim no âmbito da sua parceria com o CCFM, orientada para a promoção da criação artística, a valorização de novos talentos e o alargamento do acesso do público às diferentes expressões culturais.
Notas aos Editores. Informação adicional
Sobre o artista
Nascido em Maputo, em 1999, e com raízes no bairro de Maxaquene, Ildefonso Colaço iniciou-se na fotografia em 2015, registando paisagens e cenas do quotidiano urbano. Autodidata, encontrou na fotografia uma ferramenta de expressão para documentar e reinterpretar as vivências das periferias de Maputo.
O seu trabalho caracteriza-se pelo interesse em questões sociais, pela observação sensível do espaço urbano e pela construção de narrativas que dão visibilidade a realidades frequentemente esquecidas. A sua linguagem combina fotografia documental, performance e elementos de intervenção artística.
Ildefonso Colaço tem participado em exposições individuais e colectivas em Moçambique e no estrangeiro, tendo igualmente desenvolvido colaborações com iniciativas de arte urbana, como o Maputo Street Art.
Sobre a curadora
Inês Dias é investigadora e académica ligada à Universidade de Leeds. O seu trabalho centra-se no estudo do cinema, da cultura e da política no mundo lusófono, com particular atenção a Moçambique e Angola.





