Moçambique prepara-se para apresentar uma abordagem estruturada ao desenvolvimento do turismo, centrada na organização de um portfólio nacional de produtos turísticos estratégicos, no âmbito da Gala de Turismo de Moçambique e do Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer de 3 a 6 de Junho, na província de Nampula.
A iniciativa reúne decisores públicos, investidores, operadores e especialistas nacionais e internacionais para discutir a ligação entre activos turísticos, mercados e investimentos, num sector com impacto directo em infraestruturas, serviços, emprego e posicionamento económico do país.
O Mapa Nacional de Produtos Turísticos Estratégicos identifica onze destinos distribuídos por todo o território, do norte ao sul, do interior à costa: Arquipélago das Quirimbas, Ilha de Moçambique, Lago Niassa, Albufeira de Cahora Bassa, Praia de Zalala, Parque Nacional da Gorongosa, Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, Parque Nacional de Chimanimani, Praia de Bilene, Ilha da Inhaca e Parque Nacional de Maputo.
Cada um destes destinos corresponde a um posicionamento específico no mercado. As Quirimbas e o Bazaruto inserem-se no segmento de natureza e turismo de alto valor, com ligação à conservação marinha. A Ilha de Moçambique integra o segmento cultural e patrimonial, com potencial associado à reabilitação urbana e economia criativa. O Parque Nacional da Gorongosa mantém-se como referência continental na articulação entre conservação, ciência e desenvolvimento comunitário.
O Lago Niassa e o Parque Nacional de Chimanimani apresentam condições para o desenvolvimento de turismo de natureza e aventura. A Praia de Zalala e a Praia de Bilene reflectem o crescimento do turismo de proximidade e regional. A Albufeira de Cahora Bassa oferece condições para actividades náuticas e turismo de experiência. A Ilha da Inhaca e o Parque Nacional de Maputo constituem uma extensão natural da capital para turismo de curta duração, científico e de lazer.
O Fórum enquadra o turismo como um sector dependente de um conjunto de condições estruturais. Entre os factores críticos estão a acessibilidade física, conectividade aérea e digital, acesso à energia, instrumentos de financiamento, formação de recursos humanos, segurança e os serviços de saúde. A evolução destes elementos determina a capacidade de transformar activos turísticos em propostas economicamente viáveis.
Num contexto regional competitivo, Moçambique posiciona-se ao lado de destinos como Tanzânia, Quénia, Botswana e África do Sul, que apresentam maior grau de estruturação e integração do sector. Ao mesmo tempo, o país dispõe de uma base relevante, incluindo cerca de 2.700 quilómetros de costa, diversidade ecológica e património cultural, factores que respondem a procura internacional por experiências diferenciadas.
A inclusão de Nacala no programa do Fórum introduz a dimensão logística e económica do território na equação do turismo. O Porto de Nacala e o respectivo corredor posicionam a região como ponto de articulação entre transporte, comércio e mobilidade, com implicações no desenvolvimento de segmentos como turismo de negócios, eventos e actividades associadas a infraestruturas estratégicas.
O país reúne condições reconhecidas no sector turístico internacional, com activos que correspondem à procura global por autenticidade, biodiversidade, cultura e escala territorial. Neste contexto, a Gala de Turismo deMoçambique e o Forum de Turismo e Investimentos 2026 coloca em análise a capacidade colectiva, institucional e estratégica de converter este potencial em valor económico sustentável.
As sessões decorrem entre 3 e 6 de Junho, na província de Nampula.





