“Carta” está em posição de revelar que a possibilidade de riscos para a saúde dos residentes das proximidades do local do triste incidente, devido aos efeitos de radiação, porque os perigos então iminentes terão sido dissipados. O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, acompanha pessoalmente o incidente desde os primeiros minutos e quatro membros do Governo já estiveram no local.
O núcleo essencial do equipamento do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM) pode ter escapado dos incêndios de grandes proporções que deflagraram naquela unidade sanitária de referência nacional nas primeiras horas da manhã deste domingo, entretanto já extintos, conforme apurou o nosso jornal de fonte governamental.
“Carta” sabe que a operação de retirada do material ultra sensível da “Oncologia” do HCM foi possível graças a um trabalho colaborativo sob a liderança de peritos da Agência Nacional de Energia Atómica, que ainda se encontram, neste momento, no terreno.
“Não há nenhuma vítima humana, o que é de louvar. Em termos físicos, podemos garantir que o equipamento essencial foi retirado em segurança do local do incêndio, para cuja extinção foram cruciais os companheiros do Serviço Nacional de Bombeiros. Por conta disso, aparentemente o equipamento continuará útil”, afiançou a nossa fonte.
Entretanto, chamou atenção para o facto de a certificação sobre a utilidade do mesmo deverá ser ainda confirmada em sede de avaliações de especialidade, “uma vez que o equipamento em causa é muito sensível a chamas, ao calor, daí que não se pode garantir neste momento que o mesmo está integralmente são e salvo. Mas essa hipótese é por enquanto muito alta”.
“Uma boa notícia que já podemos dar tem que ver com a não danificação da fonte de cobalto, metal de transição de raios, o epicentro da radiação que é essencial em qualquer serviço de oncologia, incluindo, naturalmente, nos do HCM. Por isso, não há perigo nenhum para a saúde dos residentes das redondezas daquele local, muito em particular. A segurança do material está intacta”, sublinhou.
Quando a chama eclodiu, cujas causas ainda estão por apurar, estavam em observação naqueles serviços essenciais do HCM 22 doentes, tendo 12 dos quais recebido alta pouco depois.
“Carta” apurou que os restantes 10 (oito mulheres e dois homens) que continuam em observação foram transferidos para a Enfermaria de Dermatologia do HCM.
Apurámos que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, está a seguir de perto a situação, tendo mantido a primeira comunicação com o Ministro da Saúde, Ussene Isse, quando este ainda estava a caminho do local dos incêndios.
No total, quatro membros do Governo, incluindo a Primeira-Ministra Benvinda Levy, já visitaram o local (até às 14 horas deste domingo), mas mantendo-se a uma distância segura, devido aos estabelecidos protocolos de segurança.
Além de Benvinda Levy, os referidos membros do Governo são Fernando Rafael, Ministro das Obras Públicas e Habitação, Ivete Alane, Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, sendo o último, aliás, o primeiro, o “dono do barulho”, nomeadamente o Ministro da Saúde.
Entre o fim da manhã e o princípio da tarde de hoje, a Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, também esteve no local, seguindo os protocolos de segurança em vigor. A Primeira-Dama visitou, igualmente, os 10 doentes de oncologia que se encontram em assistência na Enfermaria de Dermatologia do HCM.
(Carta de Moçambique)




