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9 de September, 2026

Zonas rurais de Moçambique com taxa de analfabetismo superior a 50% 

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As zonas rurais do País apresentam uma taxa de analfabetismo de 50,5%, muito superior à média das zonas urbanas, que atinge 38,3%.

Entre as mulheres, a taxa de analfabetismo é ainda mais elevada, situando-se em 49,32%.

Os dados foram apresentados pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, assinalado a 8 de Setembro, sob o lema “A alfabetização para as pessoas, o planeta e a prosperidade”.

Segundo a governante, a data constitui uma oportunidade para reflectir sobre o papel transformador da educação e os desafios que ainda persistem no país, apesar dos progressos alcançados através das políticas de massificação da alfabetização implementadas após a independência.

Samaria Tovela destacou as desigualdades regionais como um dos principais desafios, com particular incidência na região Norte do país.

Na província de Cabo Delgado, a taxa de analfabetismo é de 53,5%, sendo mais elevada entre as mulheres. Do total registado na província, cerca de 65% corresponde à população feminina.

Em Nampula, a taxa situa-se em 51,85%, enquanto na Zambézia é de 46,2%. Nesta última província, as mulheres representam cerca de 59% da população analfabeta.

Tete apresenta uma taxa de analfabetismo de 39,9%, sendo que 50,7% corresponde às mulheres. Em Manica, o índice é significativamente mais baixo, situando-se em 21,9%.

Na província de Sofala, a taxa de analfabetismo é de 34,9%. Já na região Sul, o índice apresentado é de cerca de 28%.

Perante este cenário, o Governo reafirma o compromisso de intensificar as acções de alfabetização e promover uma maior inclusão das mulheres nos programas de educação e formação.

A ministra defendeu que investir na educação da mulher significa também transformar positivamente a família, fortalecer as comunidades e impulsionar o desenvolvimento a partir do núcleo familiar.

Nesse sentido, o Executivo pretende reforçar os programas de alfabetização, com enfoque no desenvolvimento de competências de literacia, numeracia e habilidades para a vida, incluindo conhecimentos nas áreas de artes e ofícios.

A governante considera que a redução das desigualdades no acesso à alfabetização, sobretudo entre as mulheres e nas zonas rurais, continua a ser fundamental para garantir uma sociedade mais inclusiva e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.

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