Numa reviravolta de menos de vinte e quatro horas, o Presidente da República, nomeou Felisberto Navalha para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, revogando o despacho anterior que nomeava Waldemar de Sousa, em substituição de Rogerio Zandamela.
No mesmo despacho, o Chefe do Estado nomeou Benedita Manuel Guimino, para o cargo de Vice-Governadora do Banco de Moçambique.
De acordo com um comunicado de imprensa da presidência da república, antes das duas nomeações acima referidas, o Presidente Daniel Chapo revogou por conta de questões supervenientes os instrumentos análogos dos quais nomeava Waldemar Fernado de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da mesma instituição.
O novo Governador do Banco de Moçambique deverá tomar posse amanhã, enquanto a Vice-Governadora será empossada numa data ainda a anunciar.
“Carta” apurou que o Presidente da República terá sido mal assessorado pela Conselheira de Assuntos Jurídicos e Constitucionais, Beatriz Buchile, no processo das nomeações no Banco de Moçambique.
Waldemar de Sousa é arguido num processo crime autónomo no quadro das dívidas ocultas.
Ao revogar o despacho da sua nomeação para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, o PR mostra assim que está alinhado com a probidade pública corrigindo uma nomeação que era um erro crasso e um monumental desvio da narrativa de probidade que o regime pretende impor.

