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19 de July, 2026

Polícia mata suposto criminoso e abandona corpo em Xinavane

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Grupo de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) assassinaram um suposto criminoso e abandonaram o seu corpo estatelado no local. O assassinato teve lugar na noite do último sábado, em uma casa de pasto, no Posto Administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça, na província de Maputo.

Vídeos amadores captados por testemunhas oculares mostram um grupo de agentes da PRM, entre membros da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e agentes à paisana, a invadir um local de diversão, em Xinavane, para realizar uma pretensa detenção. No entanto, o que deveria culminar com prisão, virou uma cena criminal, com um agente à paisana a realizar cinco disparos certeiros (de uma AK47) na cabeça do suporto criminoso, quando os colegas tentavam imobilizar o indivíduo. De seguida, os agentes deixaram o local em uma viatura policial, com o corpo estatelado no soalho do referido estabelecimento comercial.

Em comunicado de imprensa emitido esta tarde, o Comando-Geral da PRM afirma que o acto deveu-se à “complexidade e a alta tensão da operação”, o que culminou com o uso de armas de fogo. “A PRM lamenta profundamente que uma acção de contenção criminal tenha tido um desfecho fatal e ocorrido num perímetro público, reconhecendo o impacto e a natural inquietação que cenários desta natureza provocam nos cidadãos presentes”, diz o Comando-Geral da PRM.

Segundo a PRM, o suposto criminoso, identificado por Narciso Sambo, é “um cadastrado de elevada perigosidade social”, procurado activamente pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). A PRM alegada que sobre ele se pendiam fortes indícios de envolvimento em crimes hediondos, incluindo homicídios, violação sexual, roubos à mão-armada e raptos de grande impacto, além de uma sucessão de delitos que assolavam a tranquilidade dos residentes de Xinavane.

Na nota, a PRM reconhece haver “indícios de excesso de zelo” na actuação dos agentes envolvidos na operação, pelo que “deverá ser imediatamente feita uma análise e investigação para apurar as circunstâncias em que ocorreram os factos e instaurados procedimentos disciplinares e/ou criminais para o apuramento das responsabilidades”. A acção policial, refira-se, está causar indignação social. (Carta)

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