“Alagúrdia, um Neologismo Simbolizante”, de António Barros e Lo-Chi. A obra será apresentada no dia 19 de Setembro, pelas 15h00, na Associação Bons Sinais, em Quelimane; no dia 20, à mesma hora, no RG Hotel, em Mocuba; e no dia 30, pelas 17h00, no edifício-sede do BCI, em Maputo. Nas três sessões, a apresentação estará a cargo do escritor Lo-Chi.
Com 126 páginas, o livro está organizado em quatro partes e reúne 41 narrativas inspiradas no repertório de António Barros, pai, conhecido por “Abarros”. Entre episódios cómicos, situações inusitadas e acontecimentos inverosímeis, a obra converte em literatura a imaginação de uma figura popular da Zambézia, marcada pelo humor, pelo absurdo e pela criação de expressões inesperadas.
Para o professor Almiro Lobo, autor do prefácio, o livro permite “reencontrar uma Zambézia que o tempo alterou”. As histórias percorrem lugares, estradas e personagens ligados ao percurso de ABarros, incluindo as viagens realizadas no seu camião Bedford. Ao recuperar essa paisagem humana e geográfica, a obra preserva uma memória regional que permanece viva para além das transformações do tempo.
Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala Edições, destaca a dimensão literária do projecto: “Entre tiradas, histórias inusitadas e episódios inverosímeis, o livro celebra o talento de ABarros para o neologismo, a metáfora, a hipérbole e a imagem surreal. É uma obra de linguagem inventiva, ao mesmo tempo em que convoca um reencontro com uma Zambézia viva, singular e inesquecível”.
Publicado na Colecção Individualidades & Espaços, da Gala-Gala Edições, “Alagúrdia, um Neologismo Simbolizante” constitui uma homenagem a António Barros e ao património de histórias que marcou uma geração na Zambézia.





