O Presidente da República, Daniel Chapo, foi homenageado esta quinta-feira, na Matola, pelo seu contributo para a promoção da paz e da reconciliação nacional, num momento em que o país procura transformar os entendimentos políticos em reformas institucionais.
A distinção foi atribuída durante a Conferência Nacional Inter-Religiosa, subordinada ao lema “Clamando por 50×50 Anos de Paz”, promovida pelo Movimento Moçambique Primeiro, que reuniu representantes de diferentes confissões religiosas.
Chapo aproveitou a ocasião para defender uma participação mais activa das organizações religiosas no Diálogo Nacional Inclusivo, considerando que a reconstrução da confiança entre os cidadãos e as instituições exige um esforço que ultrapasse os acordos entre dirigentes políticos.
O processo de diálogo, enquadrado pela Lei n.º 1/2025, de 11 de Abril, contempla a discussão de reformas políticas e institucionais destinadas a responder a problemas estruturais do funcionamento do Estado e da convivência democrática.
Na sua intervenção, o Presidente sustentou que a paz não deve ser encarada como uma conquista definitivamente assegurada, mas como uma responsabilidade colectiva que exige tolerância, respeito pelas diferenças e capacidade de entendimento.
A homenagem reconhece, segundo a Presidência da República, as iniciativas desenvolvidas por Chapo para promover aproximações entre diferentes sectores da sociedade, numa conjuntura em que a reconciliação permanece no centro da agenda política nacional.




