Quando tudo parecia estar a regressar aos “carris”, o Banco de Moçambique (BM) volta a registar um resultado líquido negativo, depois de, em 2021, ter conseguido obter os seus primeiros lucros após três anos consecutivos a peregrinar na escuridão.
As demonstrações financeiras publicadas pelo Banco Central na passada sexta-feira, 31 de Março de 2023, indicam que o banqueiro do Estado registou um prejuízo consolidado de 171,7 milhões de Meticais, depois de, em 2021, ter obtido um lucro consolidado de 575.7 milhões de Meticais.
De acordo com as demonstrações financeiras, em 2022, o Banco de Moçambique obteve um rendimento total de 10.510.792 mil Meticais, porém, o total de gastos operacionais fixou-se em 10.628.544 mil Meticais. Em 2021, por exemplo, o Banco de Moçambique obteve um rendimento total de 14.030.209 mil Meticais, enquanto os gastos operacionais fixaram-se em 13.454.484 mil Meticais.
Os resultados de 2022, sublinhe-se, representam o regresso do Banco Central a um passado recente muito amargo, registado entre os anos de 2018 e 2020. Em 2020, o Banco Central registou um prejuízo de aproximadamente 1.4 mil milhões de Meticais, depois de, em 2019, ter obtido um prejuízo de mais de 4.6 mil milhões de Meticais.
Em 2018, a instituição liderada por Rogério Zandamela obteve um prejuízo de 12.5 mil milhões de Meticais. No entanto, sublinhar que, neste ano, o “buraco” foi descoberto após a reapreciação das contas, pois, o relatório de 2018 indicava um lucro de perto de 1.5 mil milhões de Meticais.
Refira-se que, para encontrar outro número positivo nos resultados líquidos do Banco de Moçambique, só recuando para o ano de 2017, quando o regulador do sistema financeiro moçambicano obteve um lucro de quase 5.6 mil milhões de Meticais. (A. Maolela)





