O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) inaugurou, no dia 1 de Setembro, no seu Auditório, em Maputo, a exposição individual “Traços da Vida”, da artista plástica moçambicana Tânia Zacarias Nkini, composta por mais de 25 obras, com predominância da técnica de acrílico sobre tela.
A mostra propõe uma viagem pelas emoções, vivências e diferentes expressões da identidade africana, reunindo trabalhos que abordam memórias, desafios, esperança, coragem e recomeços. Através de cores, formas e diferentes linguagens pictóricas, a artista procura transformar experiências pessoais e colectivas em espaços de reflexão e identificação.
Na cerimónia de abertura, a representante do BCI, Carla Mamade, destacou a importância de continuar a criar oportunidades para a divulgação do talento nacional. “Ao longo dos seus 30 anos de existência, o BCI tem mantido uma aposta consistente na promoção e valorização dos artistas moçambicanos, proporcionando espaços de divulgação das suas obras e contribuindo para aproximar a criação artística de diferentes públicos”, afirmou.
Segundo a representante do Banco, apoiar a cultura significa igualmente contribuir para a preservação da memória colectiva, para a afirmação da identidade e para o surgimento de novas gerações de criadores. Neste sentido, o apoio às artes integra-se no compromisso mais amplo do BCI com o desenvolvimento sustentável do País.
Para Tânia Nkini, “Traços da Vida” representa mais um passo num percurso artístico iniciado recentemente. Depois da sua primeira exposição pública, realizada em Julho deste ano, a artista regressa com uma nova colecção, numa demonstração de continuidade, crescimento e descoberta de uma linguagem artística própria. “Cada tela contém um pouco de mim. Há nelas alegrias, desafios, silêncios, memórias, esperança, coragem e recomeços”, referiu a artista, que deixou como principal mensagem da exposição a ideia de que “nunca é tarde para recomeçar”, descobrir um talento, recuperar um sonho ou aprender algo novo.
Aos 60 anos, Tânia Nkini assume a sua própria experiência como testemunho dessa possibilidade de recomeço, procurando, através da pintura, inspirar outras pessoas a reconhecer e dar espaço aos seus talentos.
A cerimónia contou com a presença do Bispo Emérito da Diocese dos Libombos da Igreja Anglicana, Dom Dinis Sengulane, representantes do meio artístico e cultural, familiares, convidados e colaboradores do BCI, tendo sido igualmente marcada por momentos de expressão musical.
Com o acolhimento de “Traços da Vida”, o BCI reforça a sua aposta na promoção da cultura e na criação de espaços onde artistas moçambicanos possam apresentar o seu trabalho, chegar a novos públicos e contribuir para a valorização do património artístico nacional.
A exposição está patente no Auditório do BCI, em Maputo, até 15 de Setembro, com entrada livre.





