Um cidadão moçambicano foi condenado na África do Sul a seis anos de prisão por usar um documento de identidade roubado para obter emprego. A fraude foi descoberta depois de a Autoridade Tributária da África do Sul (SARS na sigla em inglês) identificar o legítimo titular do documento.
Com base no documento roubado, pertencente a um cidadão da África do Sul, o cidadão moçambicano condenado, Arlindo Timane, conseguiu emprego numa pedreira na área de Kareepoort, em Brits, por cerca de seis anos, onde ganhou cerca de 900 mil rands em salário durante esse período.
A porta-voz da polícia da província do Noroeste, coronel Anne Magakoe, afirmou ontem que a fraude foi descoberta quando o legítimo titular do documento de identidade entrou em contacto com a Autoridade Tributária da África do Sul para apresentar uma declaração de imposto de renda e foi informado sobre uma renda não declarada vinculada a um empregador para o qual ele nunca havia trabalhado.
O caso foi reportado à polícia em Brits.
“ Como parte da investigação, a verificação das impressões digitais realizada em conjunto com o departamento dos assuntos internos comprovou que Timane não era o legítimo portador do documento de identidade”, disse Magakoe.
Uma investigação mais aprofundada revelou a sua identidade, resultando numa acusação de violação da Lei de Imigração. Magakoe acrescentou que a unidade de investigação de crimes comerciais juntamente com outras agências colectaram evidências dos departamentos de recursos humanos e finanças da pedreira, da Autoridade Tributária e do legítimo titular do documento de identidade que foi localizado em Mpumalanga.
As provas produzidas fortaleceram o caso e auxiliaram a Procuradoria a garantir uma condenação, e Timane foi finalmente sentenciado a seis anos de prisão por fraude”, disse Magakoe.
O comissário provincial do Noroeste, Tenente-General Arthur Adams, alertou as pessoas contra o uso de meios fraudulentos ou da identidade de outra pessoa para obter emprego ou benefícios financeiros.
Adams disse que tal conduta não seria tolerada e que aqueles que abusassem deliberadamente de documentos de identidade oficiais para fraudar indivíduos, empresas ou o Estado enfrentariam todo o rigor da lei.
Ele elogiou todos os envolvidos por descobrirem a fraude e garantirem que o caso fosse processado com sucesso.





