A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) registou, no exercício económico de 2025, um resultado líquido positivo (lucro) de 2 mil milhões Meticais, contra 1.7 mil milhões de Meticais alcançados em 2024, representando um crescimento de 18%. Ainda neste período, houve igualmente aumento do rácio de liquidez da empresa.
Os dados constam do Relatório e Contas da empresa referente a 2025. O documento aponta que contribuíram para este resultado o aumento considerável das receitas e vendas de gás natural e dos dividendos provenientes das afiliadas ligadas ao projecto de Pande e Temane, na província de Inhambane.
Com efeito, a empresa contribuiu para os cofres do Estado com mil milhões de Meticais em dividendos e 690 milhões de Meticais em impostos, sendo 324 milhões em royalties, 310 milhões em Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares (IRPS), 14 milhões em Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas (IRPC) e 42 milhões em Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA).
Quanto aos projectos, destacam-se no período em análise a tomada da Decisão Final de Investimento no Projecto Coral Norte, que permitiu o início da construção da plataforma flutuante com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas por ano (MTPA) de gás natural liquefeito (GNL); a inauguração da Fábrica de Processamento Integrado de Hidrocarbonetos (IPF), em Temane, em Inhambane; pesquisas de hidrocarbonetos na Bacia de Moçambique, entre outras acções.
Em relação aos investimentos realizados em 2025, o Relatório reporta a aquisição de 70% da participação detida pela Kogas Moçambique na ENH-Kogas, passando assim a ENH a deter a totalidade desta sociedade, que é responsável pela distribuição de gás natural canalizado na cidade de Maputo.
O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) está satisfeito com o desempenho da ENH, mas encoraja a tomada de medidas para a aumentar a rentabilidade da empresa e, como consequência, contribuir mais para o desenvolvimento do país.
“Queremos mais do nosso sector empresarial do Estado, em particular da ENH, pelas suas características, não só em termos percentuais, mas em termos absolutos: ter números muito maiores na sequência de investimentos rentáveis”, disse o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do IGEPE, Danilo Nanlá.
Em reacção às recomendações, o PCA da ENH, Rudêncio Morais, assegurou que a empresa vai continuar a aprimorar os mecanismos de trabalho e de negócios, assim como os instrumentos de governação, para que possa contribuir cada vez mais para as contas do Estado, quer em forma de dividendos quer em forma de impostos.
“Ficou assente que devemos realizar investimentos que se podem traduzir em receitas para o Estado, para a materialização dos objectivos de desenvolvimento do país”, sublinhou Morais. Em 2025, a ENH registou um activo total de 28.3 mil milhões de Meticais contra 28.1 mil milhões de Meticais registados no ano anterior.
O passivo da empresa situou-se em 9 mil milhões de Meticais em 2025, contra 9.3 mil milhões de Meticais registados em 2024. No período em análise, o capital próprio da ENH era de 19.3 mil milhões de Meticais, contra 18.8 mil milhões de 2024.





