O Governo lançou, esta quinta-feira (2), na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, as obras de emergência para a reabilitação de diques e barragens nas bacias hidrográficas do Limpopo, Incomáti e Búzi, assoladas pelas cheias em Janeiro último.
Em uma nota de imprensa, o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos afirma que a iniciativa assinala a passagem da fase de resposta imediata para a reconstrução resiliente, na sequência dos impactos da época chuvosa e ciclónica 2025/2026.
Segundo o Governo, mais de 900 mil pessoas foram afectadas pelas chuvas e ciclones, que danificaram habitações, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água, áreas agrícolas, estradas e outras infra-estruturas sociais e económicas.
Intervindo na cerimónia de lançamento das obras, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, disse que o Governo está a trabalhar para restaurar infra-estruturas críticas, repor serviços essenciais e reforçar a segurança das comunidades afectadas. Disse que o objectivo é reconstruir infra-estruturas mais resilientes, capazes de resistir aos impactos das chuvas e inundações e evitar a repetição dos prejuízos registados em cada época chuvosa.
Financiadas pelo Banco Mundial, as obras em referência abrangem os diques de Xai-Xai, no Baixo Limpopo; do Incomáti, incluindo região da Ilha Josina Machel; e do Búzi, na província de Sofala. O projecto inclui ainda intervenções nas barragens de Massingir e Macarretane, na província de Gaza.
O Governo estima que cerca de 930 mil pessoas passarão a beneficiar de maior protecção contra inundações. As obras deverão também proteger aproximadamente 20 mil hectares, no Baixo Limpopo; 10 mil hectares, no Incomáti; 30 mil hectares, no Búzi; e 60 mil hectares nas zonas de influência das barragens de Massingir e Macarretane.
Fernando Rafael apelou às comunidades para preservarem os diques, denunciarem cortes ilegais e evitarem a ocupação de zonas de risco. “Um dique não é apenas terra, pedra ou betão; é protecção, segurança e vida comunitária organizada”, afirmou, sublinhando que as obras vão contribuir para redução do risco de novas inundações, protecção de áreas agrícolas, preservação de infra-estruturas públicas e o reforço da resiliência das comunidades perante eventos climáticos extremos.





