O Ministério dos Transportes e Logística assinou, na quarta-feira (22), na China, um memorando de entendimento com duas empresas chinesas, nomeadamente a Zhongmei Engineering Group e a Union Portlink Capital, para a viabilização dos projectos de construção da Estrada de Acesso do Porto da Beira e do Terminal Logístico de Dondo.
Trata-se de projectos estruturantes e já em curso que visam impulsionar o desenvolvimento de todo o corredor logístico da Beira. Falando a jornalistas, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe assinalou que o acto mostra que o Corredor da Beira faz parte das prioridades do Governo e deve maximizar o potencial que a zona possui, para desenvolver economia, bem como melhorar o atendimento dos países vizinhos, nomeadamente Zimbábue, Zâmbia e Malawi, que dependem daquela infra-estrutura.
O governante lembrou que a estrada de acesso directo ao Porto da Beira deve descongestionar a cidade, desviando o tráfego pesado para o acesso dedicado ao Porto da Beira.
“Esta é uma forma de dar uma grande contribuição para que a cidade possa funcionar de forma normal. Tem sido essa a nossa preocupação como Governo e temos trabalhado com o Conselho Municipal da Beira, sobretudo, por causa dos serviços e das infra-estruturas que vão ser afectadas no âmbito da construção da nova estrada de acesso ao porto”, disse Matlombe.
Em relação ao futuro porto seco daquela região, também será construída uma estrada de acesso, com um viaduto, para cruzar a Estrada Nacional Nº 6 (EN6) e não interferir no volume de tráfego normal da estrada, caracterizada actualmente por congestionamentos.
“O nível de desempenho da N6, no geral, desde a fronteira de Machipanda até ao Porto da Beira, é péssimo. Temos longas filas, tanto na fronteira como no Porto da Beira, e para garantir essa eficiência, é preciso intervir nas infra-estruturas e é o que estamos a fazer”, disse o ministro.
Matlombe fez saber que a segunda fase consistirá na intervenção dentro do Porto da Beira, um trabalho que será feito pela empresa Portos e Caminhos Ferro de Moçambique (CFM), com vista a incrementar a capacidade do nível do terminal de combustíveis.
Na mesma senda, o Governo está a trabalhar em coordenação com a Companhia do Pipeline Moçambique e Zimbabwe (CPMZ), para a duplicação da capacidade do gasoduto que liga Moçambique a Zimbabué. “Ao longo deste ano, vamos anunciar o início das obras, assim poderemos maximizar o potencial existente e aumentar a contribuição económica para o nosso país”, disse Matlombe.
“Estamos cientes dos desafios que temos ao nível dos terminais de carga e de contentores e estamos a fazer um trabalho com todos os parceiros envolvidos, por forma a ver como é que podemos maximizar isso”.
Referiu que na China, a delegação moçambicana visitou um canal com um calado menor que o da Beira, com cerca de seis metros de profundidade, que faz um manuseamento de mais de 20 milhões de toneladas ao ano, como resultado da eficiência e do investimento em toda a cadeia.
“É o que estamos a tentar estimular ao nível do Porto da Beira, pois acreditamos que é possível atender a demanda, reduzir o tempo de espera que, neste momento, no terminal de cargas chega a ser acima de 60 dias e nos combustíveis são cerca de 90 dias”, concluiu Matlombe. (Carta)





