O Presidente da China, a segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos da América (EUA), mantém às 11 horas (17 horas na China) de hoje, 21, em Beijing, um encontro de trabalho com o seu homólogo moçambicano, Daniel Chapo, que se encontra em Visita de Estado a este país asiático.
China é o primeiro país fora do continente africano ao qual o Presidente Chapo efectua uma Visita de Estado, depois de efectuar algumas visitas de trabalho ou oficiais a países como EUA, Brasil, Bélgica, Espanha e Portugal, para além dalguns africanos como África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Etiópia, Eswatini, Malawi, Madagáscar, Ruanda, Tanzânia e Zimbabwe, sendo que, a estes dois últimos, as referidas vistas foram de Estado.
Releva referir que Visita de Estado é a mais elevada forma de contacto diplomático e político entre dois países, sendo marcada por um rigoroso protocolo, como honras militares, banquetes de gala, segurança reforçada e tratamento rigído, referido na gíria das relações internacionais como sendo de “alta diplomacia”, nada tendo que ver com vistas oficiais e de trabalho.
Com efeito, são de âmbito oficial as visitas revestidas de algum grau de formalidade e de observância das regras protocolares do país anfitrião, mas abaixo daquele exigido às Visitas de Estado, nas quais são consolidadas as relações bilaterais e assinados acordos, enquanto as de trabalho são as menos formais existentes, visando, essencialmente, discutir temas específicos e resolver questões técnicas, ou mesmo tratar da cura de assuntos urgentes.
Durante o encontro desta tarde, os dois líderes abordarão o estágio actual das relações bilaterais entre as suas duas nações, que datam há mais de cinco décadas, abarcando domínios como educação, ciência e tecnologia, mineração, agricultura, transporte logística e infra-estruturas, bem como desporto.
Logo a seguir ao tête-à-tête, Chapo e Jinping irão dirigir conversações bilaterais entre os dois países, de que tomarão parte membros do Governo e outros quadros seniores.
As conversações bilaterais entre os dois países culminarão com a assinatura de instrumentos jurídicos, cujo fulcro será a viabilização de projectos estratégicos e estruturantes em certos domínios de interesse comum e a consolidação das relações históricas de amizade, cooperação e solidariedade entre os dois países.
A Visita de Estado de Chapo à China, que integra também deputados das quatro bancadas parlamentares que compõem a Assembleia da República (Frelimo, Podemos, Renamo e MDM), que termina amanhã, 22, incluiu visitas a duas províncias (Hunan e Qinghai), tendo uma sido escolhida por Moçambique e outra pelo Governo chinês, em conformidade com as regras da diplomacia deste gigante asiático.





