A Administração Nacional de Estradas (ANE, IP) confirmou a reabertura total do tráfego nos dois sentidos da Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço que liga 3 de Fevereiro a Incoluana, na província de Maputo.
A medida entrou em vigor na segunda-feira (02) e determinou a desactivação automática dos sistemas de circulação intercalada, conhecidos como “Stop and Go”, bem como o fim da restrição de circulação no período nocturno.
Apesar da normalização do trânsito para todo o tipo de veículos, a ANE esclarece que as obras de melhoramento da via prosseguem, podendo ocorrer condicionamentos pontuais sempre que as intervenções técnicas o exigirem. Em nota, a instituição recomenda aos automobilistas a máxima prudência ao atravessarem a zona em reabilitação.
No mesmo comunicado, a autoridade rodoviária apela aos condutores e às empresas de transporte de passageiros para que planejem as deslocações com antecedência. Recomenda igualmente que seja evitada a circulação de veículos com peso total superior a 10 toneladas em estradas terraplanadas, com o objectivo de preservar a integridade das vias secundárias e reforçar a segurança rodoviária.
A retoma da circulação acontece quase dois meses após as cheias provocadas pelas chuvas intensas que atingiram a região sul do País, tendo galgado a via e provocado interrupções em vários troços. A situação chegou a isolar, por via terrestre, a capital do País das restantes províncias.
Entre os transportadores interprovinciais, a reabertura é encarada com expectativa positiva. Operadores ouvidos pela nossa redacção afirmam que a normalização do tráfego vai permitir maior previsibilidade nos horários e reduzir os custos operacionais, sobretudo os associados a desvios prolongados e consumo adicional de combustível.
Alguns transportadores que operam a partir do Terminal Interprovincial da Junta referem ainda que, durante o período de restrições, registaram atrasos significativos nas viagens e quebra no número de passageiros, uma vez que muitos utentes optaram por adiar deslocações, devido à incerteza nos tempos de percurso. Com a circulação restabelecida, o sector espera recuperar gradualmente a confiança dos clientes e estabilizar as receitas.





