A Polícia da República de Moçambique (PRM), através da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), inviabilizou, esta segunda-feira, a greve dos Funcionários e Agentes do Estado afectos ao Conselho Municipal de Nacala-Porto, que estava prevista para a manhã de ontem, nas instalações da edilidade.
Ao que “Carta” apurou, 13 grevistas foram recolhidos às celas, quando tentavam fechar as portas e impedir a entrada de utentes que, pela manhã, se dirigiam à instituição em busca de diversos serviços. Até ao meio-dia de ontem, os detidos continuavam sob custódia da PRM, que à semelhança da edilidade, ainda não fez declarações à imprensa.
Após a inviabilização da greve, as portas da edilidade voltaram a abrir, depois de removidas as barricadas, mas sob fortes medidas de segurança. Refira-se que já na noite de domingo, os trabalhadores tinham levado ramos de árvores para fechar as instalações, um alerta de que o plano de greve seria viabilizado assim que amanhecesse.
A greve, convocada pelos funcionários e comunicada ao Conselho Municipal de Nacala-Porto, visava contestar a falta de resposta às preocupações remetidas pelo grupo ao Edil Faruk Momade Nuro. Os trabalhadores do Conselho Municipal de Nacala-Porto reivindicam um aumento salarial de 15% e o cumprimento da Tabela Salarial Única, em vigor na função pública desde Julho de 2022. (Carta)




