O Governo atribuiu a concessão da gestão da Unidade de Implementação do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI) à Sociedade de Desenvolvimento Industrial de Moçambique, S.A. (SODIEMO), e aprovou os respectivos Termos e Condições da Concessão.
A concessão da gestão do PRONAI, decidida na terceira sessão ordinária do Conselho de Ministros, visa garantir maior dinamização do processo de industrialização, através da modernização e diversificação, promoção de investimentos e aumento da competitividade industrial, uso de matéria-prima local e maior consumo de produtos nacionais. Pretende-se igualmente o aumento da exportação de produtos acabados ou semi-acabados.
A SODIEMO, com sede na cidade de Maputo, é uma empresa de capitais moçambicanos, que se dedica ao desenvolvimento de projectos e investimentos industriais, contribuindo para o crescimento económico sustentável de Moçambique, através da promoção do empreendedorismo na indústria baseada em sólidos princípios de negócio.
O PRONAI foi lançado em Outubro de 2021, pelo então Presidente da República, Filipe Nyusi, com o objectivo de aumentar a utilização de matérias-primas locais na produção industrial nacional, reduzir a dependência da economia do país em relação à exportação de matérias-primas e promover o consumo de produtos nacionais pela população.
O PRONAI propõe-se a maximizar as potencialidades agrícolas, pesqueiras e do mar, recursos naturais de que o país dispõe, a sua localização geoestratégica, bem como retirar dividendos da demografia populacional de Moçambique, caracterizada por força produtiva jovem.
A visão do programa é fazer da indústria transformadora uma aposta e elemento para acelerar a industrialização e crescimento da economia, promotora da inclusão e coesão sociais, da paz, rumo a um país de renda média.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a contribuição da indústria no Produto Interno Bruto (BIP) entre 2015 e 2023 foi em média de 8%. O Africa Industrialization Index 2022, publicado conjuntamente pelo Banco Africano de Desenvolvimento, pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial destaca: “Moçambique foi o país africano de língua oficial portuguesa (PALOP) com maior grau de industrialização na última década (2010-2022)”.
Todavia, segundo o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o sistema industrial ainda é relativamente primário, com predominância da indústria de transformação e uma forte dependência da ajuda externa e dos investimentos para impulsionar o desenvolvimento industrial.
Ainda assim, o Fórum refere que o processo de industrialização de Moçambique apresenta amplas oportunidades de investimento, concentradas principalmente nos sectores de energia, infra-estrutura, processamento agrícola e manufactura. Esses sectores não só possuem um enorme potencial de recursos, como também, com o apoio de políticas governamentais e a entrada de investimentos estrangeiros, estão a desenvolver-se gradualmente como alvos importantes para investidores globais.





