Pelo menos 106 escolas, entre básicas e secundárias, poderão não abrir as portas no início do ano lectivo de 2026, no dia 27 de Fevereiro, devido a questões de insegurança, causada pelos ataques terroristas que assolam a província há mais de oito anos.
O facto foi anunciado esta segunda-feira pelo porta-voz da Direcção Provincial da Educação, em Cabo Delgado, Rachide Sualehe, em conferência de imprensa, na qual indicou que os estabelecimentos de ensino em causa se localizam nos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga, Macomia e Muidumbe.
Assim, disse a fonte, a província de Cabo Delgado vai arrancar o ano lectivo com 913 escolas, das mais de mil existentes. Rachide Sualehe, que falava a partir da cidade de Pemba, explicou ainda que a província de Cabo Delgado tinha projectado contratar mais de mil professores, mas a conjuntura económica do país ditou a contratação de apenas 212 docentes.
Assim, para não variar, o país continuará a gerir os problemáticos dossiers das horas extras, segunda turma e da superlotação nas salas de aulas, que há anos enfrenta e que, até agora, não tem quaisquer soluções à vista.
Refira-se que a província de Cabo Delgado registou, até ao dia 2 de Fevereiro de 2026, 112.042 alunos de novo ingresso, de um total de 139.849 previstos. Das crianças registadas, 69.138 são do sexo feminino. No total, a província espera ensinar 214.533 alunos, porém, até ao dia 02 de Fevereiro, tinha matriculado 149.474, o que corresponde a 69,7%.





