Pelo menos dez bacias hidrográficas encontram-se em alerta máximo, na sequência das chuvas intensas que têm caído nas últimas semanas, aumentando significativamente o risco de inundações em várias regiões do país.
Estão nesta situação as bacias dos rios Maputo, Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Inhanombe, Búzi, Púnguè, Chire, Zambeze e Rovuma, que continuam a receber elevados volumes de água provenientes das zonas a montante.
Em conferência de imprensa, Agostinho Vilanculos, chefe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, garantiu que a instituição continuará a monitorar de forma permanente a evolução dos níveis hidrométricos.
Vilanculos apelou ainda às comunidades residentes em zonas de risco para que se retirem preventivamente, de modo a evitar perdas humanas e materiais.
Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta vermelho para as regiões centro e sul do país, devido à previsão de chuvas fortes a muito fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas.
Segundo o boletim meteorológico, este sistema atmosférico deverá manter-se activo até ao fim do dia 15 de Janeiro. As áreas de maior risco concentram-se nas províncias de Tete e Sofala, onde a maioria dos distritos e respectivas capitais estão sob vigilância.
O alerta abrange igualmente todas as circunscrições das províncias de Manica, Gaza e Maputo.
A província de Inhambane também se encontra em estado de alerta, com maior incidência nos distritos de Zavala, Vilankulo, bem como nas cidades de Maxixe e Inhambane.
Do ponto de vista técnico, o INAM prevê uma pluviosidade superior a 50 milímetros em 24 horas, podendo, em alguns locais, ultrapassar os 100 milímetros, o que agrava o risco de cheias rápidas. Nas províncias da Zambézia, Niassa e Nampula, o cenário é considerado menos severo, com previsão de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas ocasionais.
Perante este quadro meteorológico, as autoridades apelam à adopção imediata de medidas de precaução e segurança, alertando para os perigos associados a descargas eléctricas, ventos fortes e cheias repentinas.
Uma nova actualização sobre a evolução da situação deverá ser divulgada amanhã (15), às 10h00.





