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17 de October, 2025

Reuniões Anuais do BM: Carla Loveira no debate sobre apoio a áreas estratégicas

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A ministra das Finanças, Carla Loveira, participou, na quinta-feira (16), na 30ª Reunião Estatutária da ConstituênciaÁfricana do Group 1, no âmbito das reuniões do Banco Mundial (BM), que teve como pano de fundo o apoio às áreas estratégicas face aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, insegurança alimentar, desastres naturais e dívidas acima do limite.

Intervindo na plenária, ZarauWendeline Kibwe, director-executivoda Constituência Africana do Grupo 1,disse que o Banco Mundial está a trabalhar para apoiar todos os países da África Subsahariana nas áreas estratégicas, como infraestruturas energéticas, transformação digital e corredores de desenvolvimento, refere uma nota a que Carta teve acesso.

Kibwe apontou a construção de empresas para a produção de medicamentos, processamento e mineração de metais preciosos pelos Africanos bem como a digitalização dossectores públicos como bandeiras para o desenvolvimento de África.

Reagindo ao relatório apresentado na ocasião, os governadores suplentes da Constituência Africana do Grupo 1 apresentaram preocupações que afectam todos os países da África Subsahariana, nomeadamente, modelo de concessão dos empréstimos do Banco Mundial, fraco investimento nas infraestruturas tecnológicas (digitalização), garantias ao sector privado para investir em África e acesso à electricidade.

Para a Corporação Financeira Internacional (IFC), ramo do Banco Mundial que apoia o sector privado, os governos devem apostar nas áreas prioritárias, porque só assim que os países vão crescer.

Moçambique elegeu como áreas prioritárias a transição energética, tendo já submetido o seu Compacto no âmbito do Programa Missão 300, o turismo, corredores de desenvolvimento e agribusiness.

Ministra das Finanças diz ao Banco Mundial que economia moçambicana está em retracção

A ministra das Finanças, Carla Loveira, afirmou ao Banco Mundial que a economia de Moçambique enfrenta retracção em sectores produtivos, uma conjuntura que levou o Governo a empreender medidas nas áreas real, fiscal e monetária.

Loveira descreveu a actual situação da  actividade económica, durante um encontro com o director regional do Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, à margem das reuniões anuais daquela instituição financeira internacional, que decorre esta semana em Washigton.

“A economia moçambicana atravessa um período caracterizado pela retracção da actividade económica em sectores produtivos e desafios estruturais do lado das finanças públicas”, declarou a ministra das Finanças.

A situação resulta de factores interligados,como insuficiente capacidade de arrecadação de receitas do Estado, o rápido crescimento da despesa pública, particularmente, com salários, serviço da dívida e choques externos, avançou Carla Louveira.

O cenário actual tem aumentado as necessidades de financiamento do Governo e deteriorado progressivamente a capacidade do Estado de fornecer serviços básicos à população, comprometendo os níveis de desenvolvimento humano e social do país, prosseguiu.

“Face a esta situação, o Governo tem estado a levar a cabo medidas no sector real, fiscal e Monetário para dinamizar a economia e restabelecer o equilíbrio macrofiscal”, avançou aquela governante.

Carla Loveira assinalou que parte destas medidas estão plasmadas no Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE).

O director regional do Banco Mundial para Moçambique afirmou que a revisão do portfólio com o Governo é uma das medidas que a sua instituição encontrou para apoiar na gestão da boa governação e um ambiente de negócios favorável.

No encontro, Carla Loveira e Fily Sissokopassaram em revista matérias prioritárias, tais como oportunidades económicas para criar empregos, estabilidade macro fiscal para estimular o sector privado e Investimento Directo Estrangeiro,corredores de desenvolvimento e cadeia de valores do agro-negócio e turismo.

Ainda no âmbito das reuniões anuais do Banco Mundial, a ministra das Finanças presidiu à Reunião do Painel da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial, realizada com o objectivo de apresentar o relatório do directorexecutivo sobre a Estratégia do Médio Termo, fazer a Actualização Sobre os Recursos Humanos e debruçar-se sobre a Revisão do Relatório do Painel da Constituência.

O Relatório Sobre a Estratégia de Médio Termo fornece dados actualizados sobre o progresso das suas actividades, como a mobilização de recursos financeiros e técnicos, apoio ao desenvolvimento do sector privado, reforço e envolvimento com os estados membros e melhoraria de desenvolvimento de capacidades, diversidade e inclusão.

Para além de Moçambique, fazem parte da Constituência Kenya, Uganda e Malawi, Botswana, Burundi, Eritreia, Ethiopia, Lesotho, Libéria, Namíbia, Ruanda, Seychelles, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Tanzânia e Zimbabwe, sob o lema “Navegando Pelos Desafios Fiscais na África Subsahariana”.

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