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13 de October, 2025

Diplomatas moçambicanos recebem prémios da Lusofonia 2025

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Dois diplomatas moçambicanos foram galardoados na nona GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA 2025, realizada na noite deste sábado (11), nos arredores de Lisboa, e que se prolongou até a madrugada deste domingo (12), gesto que honra Moçambique.

Trata-se dos embaixadores Murade Isaac Murargy, ex-Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que recebeu o PRÉMIO LUSOFONIA 2025 – PRÉMIO CARREIRA, e Fernanda Lichale, antiga Embaixadora de Moçambique em Portugal, galardoada com o PRÉMIO DIPLOMACIA.

Numa breve apresentação, o Embaixador Murade Murargy sublinhou que dedica o prémio à família e aos moçambicanos. Fernanda Lichale, visivelmente emocionada com o gesto, disse que, para além da família, dedica o prémio aos moçambicanos, em particular as mulheres.

A cerimónia contou com a presença da Embaixadora de Moçambique e Representante da CPLP, Stella Pinto Novo Zeca, para além da Secretária Executiva da CPLP, Maria de Fátima Monteiro Jardim, e do Secretário de Estado da Cultura de Portugal, entre vários.

“A CPLP tem tudo para vencer! Todos não somos demais para continuar a construir a nossa Comunidade. É tempo de voltarmos a Repensar de Novo o nosso futuro”, sublinhou o diplomata, numa aparente referência ao momento político conturbado que o mundo vive, em particular na Europa e na América, onde partidos políticos da extrema-direita semeiam o ódio e defendem o isolacionismo.

A GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA é um evento promovido pela CLPI Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa, uma associação de teor filantrópico e sem fins lucrativos, cuja actividade é suportada pelas quotizações dos associados e por doações. A cerimónia da IX Edição teve lugar no Casino Estoril, em Cascais, arredores da capital portuguesa.

Para além dos dois diplomatas moçambicanos, foram igualmente premiadas várias personalidades das áreas da cultura, como são os casos dos cantores angolanos Bonga Kwenda (nome artístico) e Yola Semedo, da literatura e da política, entre várias.

“A GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA, como é do conhecimento público, pretende realçar o papel das mulheres, dos homens, das instituições e organizações que mais e melhor têm representado a vontade indómita de tornar respeitada a imagem da cidadania de língua portuguesa em todo o mundo”, diz uma breve nota dos organizadores do evento a que a AIM teve acesso.

“Existe uma intensa e fraterna interactividade entre os cidadãos dos países de expressão oficial portuguesa, bem como entre todos os cidadãos residentes nas diferentes diásporas espalhadas pelos cinco continentes. Há, por isso, uma missão de serviço público universal à lusofonia, que se torna indispensável entender e reconhecer e que cabe a todos os cidadãos da CPLP”, acrescenta a nota.

Nesta nona edição, mais uma vez, os galardoados da GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA são personalidades e instituições do maior prestígio e de relevante serviço prestado à causa lusófona. “É preciso que o mundo entenda que a cidadania de língua portuguesa é um conjunto aberto, em franca expansão e com efectiva e positiva competitividade”, acrescenta.

No caso dos diplomatas moçambicanos, segundo a nota, a atribuição dos prémios deve-se ao desempenho continuado em nome de uma diplomacia esclarecida, servindo a República de Moçambique, mas servindo também a Lusofonia em geral.

Para o caso de Murade Murargy, de acordo com os organizadores da Gala, “destacamos as altas funções enquanto Embaixador na França e na UNESCO. Assumiu, também, o cargo de Embaixador no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela; para além de ter sido Secretário-Geral da Presidência no Governo do ex-chefe de Estado, Joaquim Chissano, entre 1995 e 2005”.

“Acresce, ainda, o facto de ter assumido as funções de Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de 2012 a 2016. Na verdade, uma acção esclarecida em nome da concórdia dos povos e sempre com o coração lusófono”, diz a nota da organização.

O PRÉMIO LUSOFONIA é uma distinção de prestígio – que possui cariz representativo e simbólico –, constituído por um TROFÉU alusivo e respectivo DIPLOMA.

Nas anteriores edições da GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA foram galardoadas com o PRÉMIO CARREIRA, personalidades distintas e de grande destaque lusófono e global como Xanana Gusmão (Timor-Leste), Joaquim Chissano (Moçambique), José Ramos Horta (Timor-Leste), Domingos Simões Pereira (Guiné-Bissau), José Maria Neves (Cabo Verde), Murilo Rosa (Brasil) e António Sampaio da Nóvoa (Portugal). (AIM)

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