O governo de Manica anunciou a suspensão temporária das actividades mineiras na província, tendo já começado a notificar a partir as firmas visadas, de segunda-feira (08), medida que deverá abranger todas as concessionárias em operação na região.
Ainda não foram avançados detalhes sobre os motivos da decisão nem sobre a duração da suspensão.
A medida surge após anos de denúncias da população local, que, de forma persistente, alertou para a poluição excessiva dos rios provocada pela mineração. Apesar de anteriores tentativas das autoridades em suspender parcialmente algumas empresas, os impactos ambientais mantiveram-se, sem que fossem implementadas medidas eficazes para reverter a situação.
Entre as empresas visadas encontra-se a de Jacinto Nyusi, filho do ex-Presidente da República, cuja actividade foi suspensa pela Inspecção-Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME). O envolvimento de figuras próximas ao poder político confere maior sensibilidade e repercussão à medida.
Recorde-se que, em Maio último, as autoridades já haviam ordenado a suspensão das actividades de cinco empresas mineiras no distrito de Manica, na mesma província, devido à prática de graves crimes ambientais, nomeadamente a poluição de rios e o uso de produtos químicos perigosos, que resultaram na morte de gado bovino e de espécies aquáticas.
Manica é uma das principais zonas de mineração em Moçambique, sobretudo, de ouro e pedras preciosas, actividade que tem sido marcada por denúncias de exploração ilegal, conflitos comunitários e degradação ambiental.





