Director: Marcelo Mosse

Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

9 de August, 2025

Caros companheiros da pena,

Escrito por
Li o artigo do Marcelo Mosse em alusão ao possível fim do Carta da Semana, por se estar a revelar um fardo financeiro para a V. empresa e lamento sabe-lo, contudo, devo alertar, a impressa escrita, ou se quisermos, a versão eletrónica da mesma, que e o que vocês sempre fizeram desde do tempo do Cardoso, há muito que esta sendo arredada dos olhos dos leitores.
Pena e que vocês não publiquem os comentários críticos dos leitores da Carta de Moçambique (já não e a primeira vez…) e isso talvez explica porque projectos como o Carta da Semana parecem não dar tao certo. Na busca da verdade, sem algemas nas palavras, aprendam a ler e ouvir criticas também.
Senão vejamos, os “colunistas de fina estampa” que vocês apresentam como uma das grandes atracções dos leitores, não passam na sua larga maioria, das mesmas personagens que nos fizeram deixar de ver a TVM ou a STV. Todos estão ligados de uma maneira ou outra a dinâmica da FRELIMO. Critica disciplinada. Cadenciada e cuidadosa. Tipo padre da Igreja que fala mal da pobreza mas recebe doacções dos ricos que agradece na Missa de Domingo.
Não se lê um texto critico que, sem ser ofensivo, nos faca reflectir a todos sobre os aspectos fundamentais da Cidadania incrustados na Constituição. O que seria um escândalo ha anos (violação da Magna Lei), hoje e debatido como um breve cavaqueira nas redes sociais. Que Estado de DIREITO se pode construir, se os que se podem pronunciar – os colunistas – passam a maior parte do tempo em autoadulação e assuntos de lana caprina, fomentando o analfabetismo funcional da maioria, preservando uma espécie de casta de eleitos?
Por outro lado, julgo que o Carta de Moçambique só fica a perder ao se concentrar em assuntos nacionais. Pois deveria – e poderia – trazer temáticas de fora para o nosso contexto sociopolítico, ate porque como certamente reconhecerão, os factos globais estão sempre presentes nas decisões domesticas dos países de baixa renda, mas não estou tao seguro, pela amostra editorial vista ate ao momento, que a Carta de Moçambique fosse tao rebelde ao ponto de reproduzir este artigo de opiniao: https://on.rt.com/dcg2
Porque certamente arriscaria a ser colocada na “lista negra” dos “dos colunistas de fina estampa” e dos seus mentores no Hemisfério Norte!
Por conseguinte, hoje, perante essa economia dos factos, a Carta da Semana tem de fazer das tripas coração se quiser continuar a viver. Tenho imensa pena de os mentores da combativa imprensa escrita moçambicana do período colonial e pós-colonial já ca não estejam para ensinar como diziam coisas de verdade nos “anos de chumbo”, mas se a situação da Carta da Semana e tao periclitante como a apresentam, penso que e tempo de considerar sua tiragem mensal e não semanal. Se as pessoas hoje leem mais redes sociais do que imprensa escrita, façam uma reportagem investigativa sobre isso, trazendo a luz o assunto e tornando-se o centro do debate. Livrem-se dos colunistas e tragam series documentais, de arquivos históricos que possam consultar dentro e fora de Moçambique. Tragam reportagens investigativas genuinamente jornalísticas e não interesseiramente geopolíticas feitas para derrubar algum tirano regional ou mundial. Publiquem textos com os respectivos podcasts. Entrevistem pessoas de fora de Moçambique recortes no Youtube como chamariz e que despertem ideias novas para colorir o monocromático debate nacional. Usem e abusem das redes sociais como já o fazem os vossos colegas da TV para determinar o perfil do leitor. Em suma, ponham o colete de jornalistas e saiam da zona de conforto das vozes autorizadas dos colunistas pagos para escrever!
Este seria o meu apelo, se ainda for a tempo.
Saudações Jornalísticas!
R. Santos
“O MESTRE É SEMPRE RESPONSÁVEL PELO SEU MAU COMPORTAMENTO. É DA RESPONSABILIDADE DO ALUNO NÃO SE DEIXAR ATRAIR POR TAIS ATITUDES. QUANDO ISSO ACONTECE, A CULPA É DE AMBOS: DO ALUNO, POR SER EXCESSIVAMENTE OBEDIENTE E DEVOTADO AO PROFESSOR; E DO MESTRE, PORQUE LHE FALTA A NECESSÁRIA INTEGRIDADE PARA FICAR IMUNE ÀQUELE TIPO DE VULNERABILIDADE”
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