Um grupo de terroristas atacou, na passada quinta-feira (17), a aldeia de Pangane, no Posto Administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado, onde saqueou bens e exigiu dinheiro à população, alegando tratar-se de uma contribuição para a luta contra práticas que consideram injustas e contrárias às ordens de Deus.
Fontes locais relataram que, ao chegarem à aldeia, os terroristas forçaram, inicialmente, a compra de produtos alimentares junto aos comerciantes. Em seguida, estenderam um pano no chão e convidaram os moradores a deixar algum valor monetário.
“Eles não agrediram ninguém, mas compraram produtos alimentares e, antes de partir, com recurso a uma embarcação à motor, colocaram um lenço no chão para que cada pessoa deixasse uma contribuição em dinheiro para a missão que dizem estar a liderar”, contou uma das fontes, acrescentando que os Al-Shabab consideram Mucojo como parte do seu território.
“Ultimamente, eles costumam aparecer. Entre quinta e sexta-feira estiveram em Pangane, mas não permaneceram por muito tempo. Naquela mesma noite, cobraram dinheiro à população e deixaram a aldeia”, acrescentou outra fonte do distrito de Macomia.
“Carta” apurou que, além do grupo que esteve em Pangane, outro, composto por um grande número de homens, deslocou-se daquela zona em direcção ao sul da província. Por via desse movimento, há confirmação da presença de terroristas nas aldeias de Quissanga e, na noite passada (este domingo) em Ancuabe, concretamente na aldeia de Nanduli.
Neste último ponto, há relatos de que a população foi forçada a abandonar a aldeia após a chegada do grupo terrorista. Além de Quissanga e Ancuabe, os terroristas também foram supostamente avistados na sexta-feira em aldeias situadas na zona limítrofe entre os distritos de Chiúre e Ancuabe.





