“A OJM [Organização da Juventude Moçambicana] deve ser uma organização atractiva de todos jovens, independentemente da sua condição social, económica ou nível de instrução. Queremos ver nas fileiras da OJM muito mais jovens de todos os extractos sociais. A OJM não deve ser uma organização elitista. Deve ser de camponeses, pescadores, funcionários públicos, trabalhadores, empresários, estudantes, académicos, artistas, desportistas, entre outros”.
Este é o desejo manifestado esta quinta-feira pelo Presidente da Frelimo, Daniel Francisco Chapo, na abertura da VII Conferência Nacional da OJM, que decorre de hoje até sábado, na Escola Central da Frelimo, no Município da Matola, província de Maputo.
Segundo Chapo, a OJM, o principal braço juvenil da Frelimo, deve ser capaz de interagir, de forma positiva e construtiva, com as organizações da sociedade civil para se beneficiar dos seus “valiosos conselhos” e “rica experiência” no desenvolvimento das comunidades.
“Queremos uma OJM cada vez mais dinâmica e proactiva, na busca de soluções para os problemas da juventude e das comunidades. Queremos líderes juvenis com visão, aptos a enfrentar, sem hesitação, a intensa competição multipartidária”, defendeu.
O Presidente da Frelimo entende que os jovens do seu partido devem mostrar, cada vez mais, “habilidades para vencer os desafios de cada momento histórico”, através de uma atitude de maior engajamento nas reformas e mudanças que se impõem na construção de uma sociedade próspera, harmoniosa e inclusiva.
“É fundamental que a OJM seja uma organização forte, inclusiva, sustentável e visionária. Deve capacitar-se continuamente, para estar à altura dos desafios da actual conjuntura, marcada pela intensa competição política, influenciada pelo rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, incluindo as redes sociais, a inteligência artificial, entre outros factores”, sublinhou.
Discutam soluções dos vossos problemas e não questionem políticas do Governo
No discurso proferido na manhã de hoje, Daniel Chapo disse aos jovens da Frelimo para não questionarem as políticas do Governo para o sector da juventude, mas que devem discutir as soluções dos seus problemas.
“Não se guiem pela ideia de questionar o que é que o Governo deve fazer para a juventude, mas avancem com propostas concretas sobre o que é que os próprios jovens podem fazer para resolver as suas grandes preocupações, tais como o desemprego, a falta da habitação condigna, a formação profissional, entre outras preocupações da juventude”, atirou.
“Queremos que, através do trabalho honesto, cada moçambicano, em especial a juventude, seja capaz de suprir as suas necessidades básicas, como a alimentação, educação, saúde e o bem-estar físico e espiritual”, destacou.
Refira-se que a VII Conferência Nacional da OJM, que termina no sábado, deverá eleger um novo Conselho Nacional da organização; um novo Secretariado do Conselho Nacional e um novo Secretário-Geral da agremiação, em substituição de Silva Livone, nomeado ao cargo de Secretário de Estado da província do Niassa, em Janeiro passado.
“Devemos eleger camaradas de comprovado mérito e dedicados à causa da OJM, de coração, espírito e alma; camaradas com sentido de disciplina e de missão, capazes de conduzir os destinos da nossa organização com sucesso” recomendou, sublinhando, porém, a necessidade de se rever os Estatutos da organização “de modo a evitar criar situações que fragilizam a própria organização, como aconteceu com a última revisão no II Congresso, em Abril de 2022, em que não reuniam o quórum porque a maioria dos jovens tinha atingido 35 anos”. (Carta)





