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7 de July, 2021

Oito líderes africanos entre os “predadores da liberdade de imprensa” no mundo

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Oito líderes africanos integram uma lista de 37 “predadores da liberdade de imprensa”, divulgada recentemente pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), na qual são revelados os rostos dos líderes mundiais que se dedicam à repressão, censura, perseguição e violência contra os jornalistas.

 

Da lista consultada pela “Carta” constam os nomes de Abdel Fattah Al-Sissi, Presidente do Egipto; Ismaïl Omar Guelleh, do Djibuti; Issaias Afwerki, da Eritreia; Paul Biya, dos Camarões; Paul Kagame, do Ruanda; Salva Kiir, do Sudão do Sul; Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, do Guiné-Equatorial; e Yoweri Museveni, do Uganda.

 

Aliás, o estadista egípcio lidera a lista mundial, em que constam ainda os nomes de Alexander Lukashenko, Presidente da Bielorrússia; Bashar Al-Assad (Síria); Jair Bolsonaro (Brasil); Kim Jong-un (Coreia do Norte); Recep Tayyip Erdogan (Turquia); Vladimir Putin (Rússia); Xi Jinping (China); Nicolás Maduro (Venezuela); e Daniel Ortega (Nicarágua).

 

A título de exemplo, o Presidente Egípcio é acusado de prender jornalistas, às vezes como parte de uma onda de prisões e, nalguns momentos, durante protestos nas ruas e outras vezes ainda em momentos de tensão política.

 

Já Paul Kagame é acusado de se esconder atrás da memória do genocídio de 1994 para justificar o controlo rígido de jornalistas e organizações de media no Ruanda, tendo como base a Rádio Mille Collines, que alimentava o ódio racial.

 

Sublinhe-se que a referida lista não inclui o Chefe de Estado moçambicano, apesar de as liberdades de imprensa e de expressão terem regredido no país. Aliás, o The Economist Intelligence Unit, no seu Índice da Democracia referente a 2020, classifica a democracia do país como “autoritária”. (Carta)

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