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24 de March, 2022

Inhambane tenta “bloquear” avanço de AMAPIANO nas escolas

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Depois de o Departamento de Educação Básica da Província de Gauteng, na vizinha África do Sul, ter alertado para o facto do ritmo “AMAPIANO” ser o responsável pela reprovação de 68% dos alunos matriculados no ano lectivo de 2021, agora é a vez do Governo da Província de Inhambane tentar “bloquear” o avanço deste ritmo sul-africano nas escolas daquele ponto do país.

 

Numa missiva dirigida a todos os Serviços Distritais de Educação Juventude e Tecnologia (SDEJT), com referência nº 76/DPEI/GAB/010-1/2022, datada de 18 de Março de 2022, a Direcção Provincial da Educação de Inhambane alerta àquelas instituições e aos gestores das escolas primárias e secundárias da província para a necessidade de controlarem os alunos que se dedicam à execução daquele ritmo, dentro e fora do ambiente escolar.

 

Em causa, explica a Direcção Provincial da Educação de Inhambane, está o facto de, nos últimos dias, circularem vídeos de alunos das escolas daquela província a dançarem aquele ritmo sul-africano nas escolas e vias públicas.

 

Segundo a Direcção Provincial da Educação de Inhambane, os gestores escolares, alunos, pais e/ou encarregados de educação devem identificar as escolas onde o estilo é executado, envolvendo alunos uniformizados (dentro e fora do recinto escolar), assim como promover encontros com diferentes actores da educação (alunos, pais, encarregados de educação, professores e trabalhadores) para perceber deles sobre o comportamento dos alunos dentro e/ou fora da escola.

 

A instituição defende ainda a necessidade de se explicar os alunos “as vantagens e desvantagens” de dançar AMAPIANO no contexto moçambicano; e pede a sensibilização de toda a comunidade escolar a intensificar acções de educação cívica que garantam o normal funcionamento das escolas.

 

Refira-se que AMAPIANO é um ritmo sul-africano que, nos últimos anos, tem ganho espaço no mundo, em particular na região Austral de África. Aliás, na vizinha África do Sul, adolescentes e jovens chegam a abandonar a escola para se dedicarem à produção daquele ritmo musical. (Marta Afonso)

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