Eram 11 horas da manhã, da última terça-feira (26), na cidade de Maputo, quando duas viaturas ligeiras interceptaram e bloquearam a viatura do filho de um empresário moçambicano de origem asiática, de 24 anos de idade.
Com recurso a uma arma de fogo do tipo AK47, os raptores ameaçaram a vítima, retiraram-na do veículo em que se fazia transportar e arrastaram-na até uma das viaturas dos criminosos. Durante o rapto, um cidadão quis ajudar o mesmo, mas acabou sendo baleado no pé pelos sequestradores.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo Porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Leonel Muchina. À imprensa, Muchina disse: “este cidadão foi abordado quando saía da sua residência. Duas viaturas ligeiras já o esperavam bem defronte da sua casa e, justamente no momento em que este se ia ausentar, foi interceptado, uma viatura bloqueou a parte traseira e a outra frontal e à força conseguiram arrastá-lo até à viatura dos criminosos.”
Muchina explicou: “nós não podemos avançar qualquer informação que seja desta natureza porque são informações de carácter sigiloso. O que interessa a nós é efectivamente restituir à liberdade este cidadão e naturalmente capturar os criminosos. E reservamo-nos ao direito de não avançar qualquer informação, sob o risco de comprometer qualquer trabalho subsequente.”
Entretanto, Leonel Muchina acrescentou: “um cidadão teria se prestado a socorrer a vítima, mas na ocasião foi alvejado no pé com uma munição que terá sido disparada de uma arma que se presume seja uma AK47. Assim, os raptores puseram-se em fuga. É o que se pode avançar neste momento é que estamos a trabalhar no sentido de esclarecer o caso.”
Refira-se que este rapto acontece numa altura em que a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, apresenta o seu informe anual na Assembleia da República (AR) sobre o estado nacional da justiça.
Um dos tópicos diz respeito aos crimes de rapto, envolvendo agentes da Polícia e do SERNIC já há muito apresentados, para além de magistrados judiciais e do ministério público, assim como advogados. (O. Omar)




