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12 de October, 2026

População de Balama acusa agentes da PRM de extorsão e desapossamento de ouro

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A população da Localidade de Mpaka, no Posto Administrativo de Mavala, no distrito de Balama, sul da província de Cabo Delgado, denuncia uma alegada má actuação da Polícia da República de Moçambique (PRM), caraterizada por extorsão e desapossamento de ouro obtido nas suas actividades de garimpo.

Segundo os denunciantes, alguns agentes da PRM, em Balama, têm-se dedicado à extorsão de garimpeiros durante os seus dias de folga. Contam que, nos dias em que não trabalham, estes deslocam-se aos locais de mineração com o intuito de retirar dinheiro dos garimpeiros. Dizem ainda haver situações em que os referidos agentes têm-se apossado do próprio ouro.

O caso mais recente, dizem fontes, envolveu dois jovens garimpeiros que, na quarta-feira passada, 8 de Outubro, foram interpelados por agentes da PRM à paisana quando deixavam a zona de exploração de ouro, denominada Sapamoto junto do rio Messalo. Na abordagem, os referidos agentes solicitaram uma revista íntima aos dois garimpeiros, tendo encontrado 10 gramas de ouro nos seus bolsos.

Ao encontrar essa quantidade de ouro, os supostos agentes da PRM exigiram a divisão do produto, por igual, entre eles e os garimpeiros, uma proposta rejeitada pelos garimpeiros. Como resultado, os referidos garimpeiros foram conduzidos a uma residência, onde foram mantidos em cativeiro como parte da chantagem.

Mais tarde, contam as fontes, os jovens foram libertos com a condição de que deviam enviar dinheiro aos referidos agentes assim que conseguissem vender o ouro colectado no garimpo artesanal. As fontes asseguram que situações desta natureza são recorrentes em Balama, com alguns agentes da Polícia a aproveitar os dias de folga para extorquir garimpeiros, tal como os vendedores de bambú e carvão e os revendedores de carne de caça.

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