Um grupo de terroristas maltratou, durante o fim de semana passado, cerca de 10 residentes da aldeia de Nagulueque há uns meses regressaram as suas casas, no posto administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, por alegadamente colaborarem com as Forças de Defesa e Segurança do Ruanda.
Familiares das vítimas disseram à “Carta” que os insurgentes justificaram a sua barbaridade com alegadas denúncias feitas pela população de Nagulue e de outras aldeias circunvizinhas sobre os seus movimentos na zona às forças do Ruanda que operam na região.
Os familiares das vítimas revelaram que, após serem capturados pelos terroristas, aqueles residentes foram levados para um campo de futebol na zona, onde, além de serem espancados, foram obrigados a violentar-se mutuamente.
Além das práticas desumanas, os terroristas apoderaram-se de valores monetários das vítimas, enquanto as ameaçavam de que sofreriam consequências, caso a população mantivesse boas relações com as forças de defesa e segurança, com destaque para as do Ruanda, que possuem várias posições na região.
Refira-se que, após uma denúncia popular sobre os movimentos dos terroristas, as forças do Ruanda abateram, no princípio do mês de Agosto, mais de 10 terroristas que passavam nas imediações da aldeia de Cogolo, por sinal, um dos primeiros locais onde membros do Estado Islâmico fixaram uma mesquita destinada à radicalização.
Enquanto isso, para evitar que jovens regressem ao posto administrativo de Mucojo e a outros pontos severamente afectados pelos ataques terroristas, e apesar das acções das forças de defesa e segurança, os terroristas continuam a circular na região. Nesse contexto, foi lançado, esta quarta-feira, um ciclo de formação profissional destinado a 150 jovens na vila-sede do distrito de Macomia.
A formação vai proporcionar aos jovens habilidades técnico-profissionais, com vista à criação do auto–emprego





