Os cidadãos moçambicanos repatriados da África do Sul, devido à violência xenófoba, poderão beneficiar de projectos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento da Economia Local (FIDEL), no âmbito das medidas destinadas a promover a sua reintegração socioeconómica.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, no final da 21.ª sessão ordinária do órgão, realizada a 21 de Julho, durante a qual foi analisada a situação dos moçambicanos afectados pelos recentes episódios de xenofobia na África do Sul.
Segundo o porta-voz, 1.472 moçambicanos já foram repatriados, dos quais 937 declararam possuir uma actividade profissional, maioritariamente como pedreiros, artesãos, empregados domésticos e pintores.
Salim Valá assegurou que o Executivo mantém capacidade para acolher novos repatriados, caso a situação na África do Sul continue a provocar o regresso de cidadãos moçambicanos.
Numa primeira fase, o Governo concentrou esforços na identificação dos cidadãos em situação de vulnerabilidade, assegurando protecção, assistência humanitária, transporte e acolhimento no território nacional.
Após o levantamento das necessidades, os repatriados foram encaminhados para as respectivas províncias de origem, sendo a maioria proveniente de Gaza, Maputo e Sofala.
O porta-voz explicou que o acompanhamento continuará a ser feito de forma individualizada, com o objectivo de facilitar o reenquadramento económico e social dos cidadãos que regressaram ao país, muitos dos quais dependiam do mercado de trabalho sul-africano para o seu sustento.
Neste contexto, o Governo prevê integrar os repatriados em iniciativas de geração de rendimento e facilitar o acesso aos fundos disponibilizados pelo FIDEL e outros mecanismos de financiamento, permitindo-lhes reconstruir os seus meios de subsistência e retomar a actividade económica nas comunidades onde optarem por se fixar.





