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22 de July, 2026

Mais de 80% dos moçambicanos não conseguem suportar o custo de uma dieta saudável

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Até 2024, mais de 80% da população moçambicana não tinha condições financeiras para suportar o custo de uma dieta saudável, colocando o país entre os nove países africanos com os níveis mais elevados de insegurança alimentar associada ao acesso económico à alimentação.

Os dados constam do Relatório Regional sobre Segurança Alimentar e Nutricional em África 2025, publicado na semana passada. O documento analisa o custo e a acessibilidade de dietas saudáveis no continente.

Além de Moçambique, o grupo de países onde mais de 80% da população não consegue custear uma dieta saudável inclui o Burundi, Malawi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Madagáscar, Níger, Sudão do Sul e Zâmbia.

Segundo o relatório, o cenário compromete os esforços para alcançar a segurança alimentar e melhorar os indicadores nutricionais, sobretudo entre as populações mais vulneráveis. Em contraste, os países do Norte de África apresentam os melhores resultados. A Tunísia e Marrocos registam as menores proporções de população sem capacidade para suportar uma dieta saudável, com 8,2% e 13,6%, respetivamente.

O estudo refere ainda que, entre 2019 e 2024, 14 países africanos registaram progressos na redução da percentagem de pessoas sem condições para custear uma alimentação saudável, destacando-se Benim, Botswana, Comores, República Democrática do Congo, Djibuti, Eswatini, Etiópia, Libéria, Namíbia, Senegal, Sudão, Quénia, Tanzânia e Uganda.

O Benim foi o país que registou a maior melhoria no período, com uma redução de 9,9 pontos percentuais. Em sentido contrário, Angola, Chade, Egito, Guiné, Mali, Serra Leoa e Sudão do Sul apresentaram um agravamento da situação, com aumentos que variam entre 5,7 pontos percentuais, em Serra Leoa, e 11,3 pontos percentuais, no Mali.

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