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19 de March, 2026

Alerta de risco de inundações nas bacias de Licungo e Revúbuè a partir de hoje

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Depois da região sul, agora é a vez da zona centro do país receber novos alertas de risco de inundações devido às chuvas que caem em quase todo o território nacional desde a semana finda. A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) prevê a ocorrência de inundações moderadas a altas nas bacias hidrográficas dos rios Licungo e Revúbuè, a partir desta quinta-feira, devido à persistência de chuvas moderadas a fortes na região Centro do país.

De acordo com o Aviso n.º 31/DNGRH/DGRH/2025-26, emitido no dia 17 de Março, a actual situação hidrológica nos dois rios é caracterizada por elevados níveis de escoamento, o que poderá provocar cheias nas zonas baixas de alguns distritos das províncias da Zambézia e Tete.

Na Zambézia, por exemplo, as inundações poderão afectar os distritos de Mocuba (Posto Administrativo Sede), Namacurra (Furquia, Mbaua, Muebele e Malai) e Maganja da Costa (Nante, Vila Valdez, Sopa e Ntabo), enquanto na província de Tete, o risco abrange o distrito de Moatize (incluindo Moatize Sede e Zóbuè) e a cidade de Tete.

Perante este cenário, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres diz ter activado as “Acções Antecipadas às Cheias para a bacia do Licungo”, que incluem, entre outras, a reactivação das brigadas móveis do Instituto de Comunicação Social; a verificação e preparação dos centros de acomodação; destacamento de equipas de apoio aos distritos em risco; e a movimentação de meios de busca e salvamento.

Falando esta quarta-feira, em Maputo, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, defendeu que a presente época chuvosa (2025/2026) continua a exigir atenção redobrada e responsabilidade por parte de todos. O governante recordou que a nova vaga de inundações afecta também as bacias hidrográficas dos rios Incomáti, Limpopo e Save, no Sul; Búzi e Púngoè, no Centro; e Megaruma, Montepuez e Messalo, no Norte. Sublinhou que os principais impactos fazem-se sentir em zonas ribeirinhas, áreas agrícolas e na transitabilidade rodoviária.

Para além do aumento dos caudais dos rios, o país regista também o aumento dos níveis de armazenamento em várias infra-estruturas hidráulicas, destacando-se, no Sul, as barragens de Massingir, Pequenos Libombos e Corumana; no Centro, a barragem de Chicamba e de Cahora Bassa. Já no Norte, as albufeiras de Chipembe, Nampula, Nacala, Mitucué, Mugica e Locomuè integram a lista das barragens que mantêm níveis elevados de armazenamento de água, o que exige monitoria contínua e gestão operacional rigorosa.

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