O número de vítimas mortais resultantes das cheias e inundações que assolam o país, desde o início da presente época chuvosa, continua a aumentar.
De acordo com o mais recente boletim de actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), datado de 08 de Fevereiro, o número de óbitos subiu para 201, contra os 191 registados no relatório divulgado a 05 de Fevereiro.
O documento indica ainda que as cheias já afectaram, desde o início da época chuvosa, 779.528 pessoas em várias regiões do país. Dados mais abrangentes, referentes ao período entre 01 de Outubro e 08 de Fevereiro, revelam que um total de 196.762 famílias, correspondente a 852.019 pessoas foi impactado pelas intempéries.
O relatório dá conta de 291 feridos e 11 pessoas dadas como desaparecidas.
Segundo as autoridades, a tendência de subida dos números está relacionada com a redução do nível das águas, que tem permitido o acesso a zonas anteriormente alagadas. À medida que as equipas chegam a essas áreas, novos casos de vítimas são registados.
No que diz respeito aos danos materiais, o INGD reporta que 12.279 casas ficaram parcialmente destruídas, 5.266 foram totalmente destruídas e outras 183.866 sofreram inundações. No sector social, foram afectadas 241 unidades sanitárias, 72 casas de culto e 551 escolas, deixando em situação de incerteza 321.897 alunos e mais de 13 mil professores.
A actualização divulgada este domingo refere ainda que estão actualmente activos 134 centros de acomodação, que acolhem 112.861 pessoas. Desde 1 de Outubro de 2025, as cheias provocaram também danos em 38 pontes, 120 aquedutos e cerca de 7.024 quilómetros de estradas.
No sector produtivo, o INGD aponta para a destruição de 554.603 hectares de área agrícola, afectando 365.137 agricultores, bem como para a morte de 530.998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. O relatório regista ainda a queda de 716 postes de energia eléctrica, a interrupção de 58 linhas de transporte de corrente e a danificação de 249 embarcações.





