O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, defendeu na quarta-feira (24) a necessidade de “despolitizar” o debate em torno das inundações e o reforço de acções para aliviar o sofrimento das famílias que vivem em zonas alagadas nos bairros de Hulene e Magoanine.
Falando durante a sessão da Assembleia Municipal, Manhique afirmou que não se deve culpar os moradores por viverem em zonas vulneráveis. “É sobejamente sabido que há dificuldades em encontrar espaços para habitação e muitas famílias foram ocupando esses locais. Em alguns casos, já procedemos ao reassentamento e noutros implementamos sistemas de bombeamento”, referiu.
Segundo o edil, apesar dos esforços, as águas continuam a reaparecer, obrigando a uma maior mobilização de meios. “As águas estão lá há muito tempo, causando sofrimento às pessoas. Sobre isso não se deve fazer política, mas sim trabalho concreto”, sublinhou.
Em relação ao comércio informal próximo de contentores de lixo, Manhique defendeu maior sensibilização para que os vendedores regressem aos mercados, lembrando que a autarquia tem investido em acções de educação cívica.
O presidente do município abordou ainda a questão do encurtamento de rotas, prática que envolve agentes da Polícia Municipal. Reconheceu denúncias sobre a alegada conivência de alguns efectivos, mas destacou que é necessária a apresentação de provas concretas para não prejudicar inocentes. “Estamos a aprofundar as investigações e tomaremos medidas adicionais para pôr fim a esta situação”, garantiu.
No encerramento, Manhique apelou aos representantes de outros partidos políticos: “a cidade é de todos. Só juntos conseguiremos ultrapassar estas dificuldades. É importante despirmo-nos da roupa política e trabalhar pelo bem comum”.





