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15 de July, 2025

Motoristas paralisam actividades em algumas rotas de Maputo e Matola

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Os transportadores que operam nas rotas que ligam Museu, Xipamanine e Baixa, a partir do bairro T-3, bem como outros operadores da cidade da Matola, paralisaram as suas actividades na manhã desta segunda-feira (14), em protesto contra a alegada má actuação da Polícia Municipal da cidade de Maputo.

Eles afirmam que não faz sentido a aplicação sistemática de multas no valor de 10 mil meticais, independentemente do tipo de infracção, sobretudo quando há reclamações por parte dos passageiros.

 

Na Baixa da cidade, “Carta”testemunhou o momento em que alguns transportadores, que pretendiam seguir para a Matola, foram obrigados a remover os materiais usados para escurecer os vidros das viaturas, sob ameaça de uma multa de 10 mil meticais.

Um dos motoristas da rota T3 – Museu, que falou à nossa reportagem, disse que a Polícia Municipal tem tratado os motoristas como se não fossem pessoas. “Por qualquer motivo, apreendem os nossos carros e aplicam sempre multas elevadas”, lamentou Luís Jorge Mavamba.

Face a esta situação, um outro motorista propôs o aumento da tarifa dos chapas como forma de minimizar os desentendimentos com a Polícia. Segundo ele, com um aumento na tarifa, os “chapeiros” deixariam de fazer ligações durante as horas de ponta, reduzindo assim as queixas dos passageiros junto à Polícia Municipal.

De acordo com Marcos Jive, da rota T3– Baixa, uma das principais causas dos conflitos com a Polícia são precisamente essas denúncias.

“Geralmente, são os próprios passageiros que fazem ligação e subornam os cobradores, alegando que estão atrasados. Mais tarde, acabam por nos denunciar à polícia, acusando-nos de encurtar a rota”, explicou.

Para Lucas Gabriel Jive, residente no bairro T-3, o mais frustrante nestas greves é ser impedido de chegar ao seu destino, o que prejudica directamente o seu trabalho.

“Eles fazem greves e, para nos prejudicar ainda mais, cobram, por exemplo, 35 a 50 meticais para uma viagem de T-3 a Museu. Quem não tem esse valor, simplesmente não chega ao serviço. Isto já é demais. Queremos que o Município e os transportadores encontrem um meio-termo para resolver essas diferenças que nos afectam directamente”, apelou.

Segundo a Polícia Municipal, a sua actuação visa apenas restabelecer a ordem e a tranquilidade pública. (M.A)

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