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14 de March, 2022

Chefes de Estado e de Governo da SADC aguardados em Moçambique

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A Missão da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique (SAMIM) espera receber uma visita dos Chefes de Estado e de Governo dentro em breve. Este é o resultado da visita de um grupo de embaixadores da SADC que se deslocou à cidade Pemba para, entre outros pontos, fazer “uma apreciação das operações da SAMIM”.

 

A visita de três dias, no início deste mês, consistiu no apoio moral aos militares e outro pessoal que integram o actual efectivo da força do bloco regional em Moçambique, avaliar as operações humanitárias e fazer um estudo em primeira mão “para preparar o caminho para a iminente visita dos Chefes de Estado e de Governo”.

 

O embaixador do Malawi em Moçambique, Wezi Moyo, é citado como tendo dito: “actos de terrorismo são prejudiciais à unidade e solidariedade que a região da SADC tem desfrutado ao longo dos anos”, acrescentando que a neutralização dos insurgentes era “crítica”.

 

Moyo referiu ainda que a visita foi resultado das resoluções da Cimeira da Troika da SADC em Pretória em 2021 que, entre outros pontos, concordou que os Chefes de Estado e de Governo deveriam realizar uma visita a Pemba não apenas para avaliar as operações militares, mas também para avaliar melhor a situação humanitária”.

 

Falando em nome dos diplomatas, Moyo disse que a insurgência e o terrorismo em Cabo Delgado são “prejudiciais” para a solidariedade da região e é “importante que o inimigo seja neutralizado como sinal de unidade e de força colectiva”.

 

O grupo foi informado pelo Chefe da SAMIM e Representante Especial do Presidente do Órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança da SADC, Professor Mpho Molomo, que o “compromisso e vontade” da força de prontidão da SADC em trabalhar com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e tropas ruandesas foi “testemunho das garantias e ideais da integração regional e do pan-africanismo”.

 

Informou ainda que as operações “precisam” de expandir e mais recursos devem ser atribuídos para apoiar a missão em todos os aspectos e meios para ajudar a “encontrar, neutralizar e esmagar os terroristas”.

 

A intenção da SAMIM, segundo Molomo, “é enfraquecer rapidamente os terroristas para que seja impossível se reagruparem para desestabilizar ainda mais alvos”. Os oficiais da SADC deram informações sobre as operações militares “destacando desafios e sucessos desde que a missão foi lançada a 9 de Agosto”, incluindo sete mortes.

 

O grupo de embaixadores incluiu o Director da Integração Regional e Continental para Moçambique e Ponto de Contacto Nacional da SADC para Moçambique, o Embaixador Carlos da Costa; o Alto Comissário da África do Sul General Siphiwe Nyanda;  o Alto Comissário do Botswana, Gobe Pitso;  o Alto Comissário do Zimbabwe, Victor Matemadanda; o Secretário de Estado interino de Cabo Delgado, Dario Sidonio Passo e representantes de Angola, Eswatini, Tanzânia e Zâmbia, bem como lideranças militares dos países contribuintes de pessoal da SADC.(Carta)

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