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14 de March, 2022

África do Sul vai reforçar a sua segurança energética explorando as vastas reservas de gás de Moçambique

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O presidente Cyril Ramaphosa fez o anúncio esta sexta-feira na terceira Cimeira Binacional África do Sul-Moçambique. O anúncio de Ramaphosa ocorre num momento em que a Eskom está a lutar para manter as luzes acesas e os preços dos combustíveis disparam como resultado da guerra Rússia-Ucrânia.

 

“É encorajador ver como as relações entre os nossos países expandiram-se e aprofundaram-se tanto a nível político como económico. Como vizinhos, devemos reconhecer e nutrir nossa interdependência económica. Moçambique continua a ser um dos principais parceiros comerciais da África do Sul na região e existem várias oportunidades de expansão”, disse Ramaphosa, acrescentando: “a África do Sul estava interessada, em particular, em alargar a cooperação no sector da energia. Moçambique é dotado de volumes significativos de gás natural. Isso pode beneficiar não só o povo de Moçambique e da África do Sul, mas também o resto da região da SADC”, disse Ramaphosa.

 

O gás natural é um hidrocarboneto não renovável utilizado como fonte de energia para aquecimento, cozinha e geração de electricidade. Também é usado como combustível para veículos e como matéria-prima química no fabrico de plásticos e outros produtos químicos orgânicos comercialmente importantes.

 

O estadista sul-africano referiu ainda: “a segurança energética é vital para o crescimento económico nos nossos respectivos países e esperamos um progresso significativo para garantir e sustentar nossas necessidades energéticas”.

 

Por seu turno, o Presidente Filipe Nyusi disse que o investimento da África do Sul no sector energético vai beneficiar os cidadãos de ambos os países e que o seu povo e o seu governo esperam que os dois países continuem a trabalhar em conjunto para o crescimento de ambas as economias.

 

Referiu ainda que os compromissos bilaterais anteriores dos dois países inspiraram a esperança de mais sucessos futuros. “A nossa presença em solo sul-africano evidencia o firme empenho do povo e do governo da República de Moçambique em continuar a trabalhar em conjunto”, acrescentou Nyusi.

 

O chefe de estado moçambicano sublinhou o compromisso inabalável do seu país em cooperar com o governo da África do Sul para continuar a investir no sector de energia com o objectivo de garantir que os cidadãos de ambos os países tenham energia que leve ao acesso universal e ao desenvolvimento económico.

 

Ramaphosa disse que obter uma fonte segura de energia seria possível se a África Austral permanecesse politicamente estável e a África do Sul ajudaria Moçambique a combater o terrorismo na província de Cabo Delgado.

Num briefing na manhã de terça-feira, o director de operações da Eskom, Jan Oberholzer, disse à mídia que eles estão preocupados e a avaliar o impacto que o actual conflito na Ucrânia teria sobre o produtor de energia. “Os nossos dois países compartilham uma visão comum sobre questões de paz, estabilidade, desenvolvimento económico, integração regional e continental. Estamos a levar a cabo a visão da Agenda 2063 da UA e a melhorar a vida do nosso povo.

 

“Enfrentamos muitas dificuldades no passado e, com a nossa resiliência, emergimos mais fortes. A crise que estão a enfrentar em Cabo Delgado não é diferente. Vamos enfrentá-la juntos, com a mesma determinação, certos de que as forças da democracia e a paz será vitoriosa”, disse Ramaphosa.(Carta)

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