Foi suspenso, ontem, o Director-Geral do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), Ismael Nhêze, na sequência da descoberta de erros de conteúdo inadmissíveis no manual de ciências sociais da 6ª Classe, editado pela editora portuguesa, Porto Editora.
A informação foi avançada ontem por fontes do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano e confirmada na manhã de hoje pela respectiva Ministra, Carmelita Namashulua, à margem da visita que efectuou à Escola Primária Completa de Guebo, no Distrito Municipal KaMavhota, na Cidadede Maputo.
De acordo com a fonte, Nhêze foi suspenso após ser inquirido,ainda ontem, pela Comissão de Inquérito, liderada pela Inspecção-Geral da Administração Pública e que conta com Inspetores do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
A suspensão do líder máximo da entidade responsável pela concepção dos curricula visa garantir “transparência” na realização do Inquérito. Nhêze, para além de liderar o INDE, era também líder da Comissão Nacional de Avaliação do Livro Escolar, uma entidade que era suposto ser independente. Ou seja, Nhêze era árbitro e jogador ao mesmo tempo. Também é acusado de ter uma relação promíscua com as editoras, geralmente seleccionadas para a elaboração dos manuais de ensino.
Devido à estes “pecados”, a fonte avança a possibilidade de Ismael Nhêze ser reformado compulsivamente, após a conclusão do Inquérito que, em princípio, deverá estar fechado até ao dia 17 de Junho (sexta-feira), de acordo com o prazo anunciado pelo porta-voz do Conselho de Ministros.
Gina Guibunda afastada e Comissão de Avaliação do Livro também suspensa
Para além do Director-Geral do INDE, também foi suspensa a Comissão de Avaliação do Livro Escolar e foi afastada a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda.
Contudo, aos jornalistas, Carmelita Namashulua negou que a porta-voz do Ministério tenha sido afastada, pois, não cometeu qualquer erro. Entretanto, o jornal “O País” avança que Guibunda está de férias por tempo indeterminado e que está impedida de se pronunciar sobre quaisquer assuntos da instituição. (Carta)





