O Estado moçambicano obteve mais uma vitória judicial no Tribunal Superior de Apelação de Londres, no âmbito do contencioso com a Privinvest e os sucessores do seu fundador. A decisão surge após o Grupo ter perdido o recurso principal da sentença de 29 de Julho de 2024, que o condenou ao pagamento de 1,9 mil milhões de USD a Moçambique, por falta de prestação da caução devida.
Fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR), citada pela Televisão privada Miramar, disse que com a nova decisão a justiça britânica julgou improcedente o recurso interposto pelos herdeiros de Iskandar Safa contra a deliberação de Primeira Instância, datada de Junho de 2025, que ordenava a sua inclusão no processo para responderem pelo ressarcimento ao Estado em substituição do empresário, falecido entre a fase de julgamento e a leitura da sentença.
A família Safa argumentava não ser justa a sua responsabilização na demanda, alegando que a viúva e os filhos não tinham qualquer ligação aos eventos que culminaram na contratação das chamadas “dívidas ocultas”.
Contudo, os visados não se abstiveram, por exemplo, da herança do malogrado fundador da Privinvest. O Tribunal rejeitou a pretensão e condenou os sucessores ao pagamento de mais de 150 mil USD a favor de Moçambique.
A Privinvest é um grupo internacional de construção naval fundado por Iskandar Safa que se tornou central no escândalo das dívidas ocultas. O grupo naval está sediado em Beirute, no Líbano, e possui também uma base operacional em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O mesmo detém estaleiros navais e instalações em Cherbourg (França), Kiel (Alemanha), e no Reino Unido. (AIM)





