Continua difícil obter financiamento externo para suprir as despesas do Estado, sobretudo de investimento. Dados do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado de 2025 referem que a Despesa de Investimento atingiu o montante de 57.904,8 milhões de Meticais, o equivalente a 54,6% do Orçamento. As despesas de investimento estavam orçadas em 106.062,8 milhões de Meticais.
Do montante assegurado, 31.096,4 milhões de Meticais são provenientes de financiamento interno e 26.808,3 milhões de Meticais de financiamento externo, o que corresponde, respectivamente, a 99,1% e 35,9% da dotação anual. O Governo esperava arrecadar pouco mais de 31.378,4 milhões de Meticais de financiamento interno e um total de 74.684,4 milhões de Meticais de financiamento externo.
Segundo o Governo, os parceiros de cooperação disponibilizaram, em donativos, cerca de 23.109,8 milhões de Meticais, o equivalente a 39,9% da despesa total de investimento e, em forma de crédito, 3.698,5 milhões de Meticais, correspondente a 6,4%.
O facto é justificado, segundo o Governo, “pelo baixo nível dos desembolsos pelos parceiros para execução dos projectos de Investimento”. Em 2024, por exemplo, o donativo externo chegou a 45.224,0 milhões de Meticais, enquanto o crédito externo fixou-se em 4.582,9 milhões de Meticais.
Por sua vez, o investimento interno teve o maior peso, ao atingir o equivalente a 53,7% do montante aplicado, em 2025. O Governo investiu, de fundos internos, 31.096,4 milhões de Meticais, um valor, no entanto, inferior ao de 2024, que se fixou em 45.238,8 milhões de Meticais, o que representa uma descida de 14.142,4 milhões de Meticais.
Refira-se que, há dias, o Fundo Monetário Internacional (FMI) não se pronunciou sobre um novo programa de apoio financeiro a Moçambique. A instituição diz, na sua avaliação, que o país continua a enfrentar um ambiente macroeconómico complexo, caracterizado por um crescimento abaixo do desejável, vulnerabilidades fiscais e de endividamento e queda da ajuda externa. Moçambique conta, neste momento, com um crédito pendente junto do FMI correspondente a 226% da sua quota.





