Um cadete da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) morreu no último domingo, poucas horas depois de ter cruzado os portões daquela universidade da polícia, localizada entre os distritos de Marracuene e Matola, na província de Maputo. A direcção da instituição afirma que o estudante não chegou a ser submetido a treinos físicos intensos e que o falecimento ocorreu após uma súbita crise de saúde.
Segundo a direcção da ACIPOL, a chegada dos novos estudantes seguiu os procedimentos habituais de acolhimento de cadetes naquela instituição. À entrada da instituição, situada na Estrada Nacional Nº 1, no bairro Kumbeza, na autarquia de Marracuene, os cadetes são recebidos por um instrutor de serviço e conduzidos às respectivas casernas para efeitos de acomodação, num processo conhecido como “apresentação do campo”, caraterizado por um conjunto de exercícios físicos feitos pelos cadetes do portão da ACIPOL até às casernas.
Entre os novos ingressos encontrava-se o cadete Nelson Adriano Chongo Júnior, de 22 anos de idade, que, tal como os restantes colegas, foi recebido e encaminhado ao alojamento. Por ter coincidido com a hora do almoço, os estudantes foram conduzidos ao refeitório para receber orientações iniciais sobre o funcionamento da instituição.
Finalizada uma das etapas da “apresentação do campo”, os novos ingressos regressaram às casernas e, segundo a direcção da ACIPOL, foi nesse período que o jovem sofreu uma crise súbita de saúde, acompanhada de perda de consciência. O cadete foi imediatamente socorrido e levado ao centro de saúde existente no interior da instituição, que funciona 24 horas por dia para atender os estudantes e a população da área circundante.
Após receber os primeiros socorros e procedimentos de estabilização, conta a ACIPOL, a equipa médica decidiu evacuar o estudante para o Hospital José Macamo. No entanto, durante o trajecto entre a academia e a unidade hospitalar, o jovem acabou por perder a vida.
A direcção da ACIPOL informou que já solicitou um laudo médico às entidades competentes para determinar as causas da morte. O documento deverá esclarecer o que terá provocado o falecimento do estudante.
Em nota partilhada com a comunicação social, a ACIPOL lamentou profundamente a morte do cadete e apresentou condolências à família. Disse ainda estar disponível para prestar esclarecimentos e apoio social e moral aos familiares, ao mesmo tempo em que continuará a acompanhar a evolução do caso enquanto aguarda pelos resultados do exame médico.





