O Governo assegura que os cerca de 700 moçambicanos que se encontram nos países do Médio Oriente estão seguros, apesar dos ataques levados a cabo pelo Irão em retaliação ao ataque dos Estados Unidos da América (EUA) e Israel, ocorrido no dia 28 de Fevereiro último, tendo culminado com o assassinato do líder supremo iraniano, aiatola Ali Khamenei, entre outros membros da família, governo e das forças de defesa.
“Até ao presente momento, Moçambique tem registados 681 moçambicanos residentes nos países do Médio Oriente, distribuídos em 300, no Estado do Qatar, onde cerca de 80% desses trabalham na empresa Qatar Alumínio, e vivem num condomínio que dista a 40 km da base militar americana, os restantes 20% são trabalhadores da Qatar Airways, Qatar Energy e bancos comercias, adicionando-se os funcionários da embaixada moçambicana”, afirmou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
Falando aos jornalistas, após a VI Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, ocorrida na última terça-feira (03), Impissa detalhou que o Governo conta ainda com 300 moçambicanos que se encontram a viver nos Emirados Árabes Unidos(EAU), entre estudantes, trabalhadores e funcionários da embaixada e consulados. “Na Arábia Saudita, temos cerca de 100 moçambicanos, 35 dos quais a trabalhar na indústria de alumínio e Jubail, na província oriental, e outros são estudantes da Universidade Islâmica de Medina.
“No reino de Bahrein, reside um moçambicano, atleta de natação e bolseiro do Comité Olímpico de Moçambique. No Estado de Israel, temos 12 moçambicanos. Da interacção com as nossas missões diplomáticas, no Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e no Qatar, bem como o cônsul honorário em Telavive, indicam que por agora todos os moçambicanos encontram-se bem de saúde e em segurança”, acrescentou o governante.
Segundo o porta-voz do Governo, as embaixadas moçambicanas emitiram comunicados naqueles países para que estejam atentas às comunicações veiculadas pelas entidades governamentais para a sua segurança.
“O Governo de Moçambique, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação continua a trabalhar para o contacto com os estudantes e outros moçambicanos a trabalhar no Chipre e no Kuwait, bem como os cidadãos que se encontram de viagem em muitos pontos do mundo com passagens pelos aeroportos de Doha e Dubai onde o espaço aéreo se encontrava encerrado”, assegurou Impissa.
Para mais fácil comunicação e articulação com os moçambicanos que se encontram em zonas de conflito, Impissa disse que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai disponibilizar, na sua página da Internet, informação e contactos para que todos os moçambicanos que necessitem de apoio possam aceder.
Impacto da guerra
Sobre as consequências da guerra no médio oriente, o porta-voz do Governo não descartou a possibilidade de impacto na subida de preço dos produtos petrolíferos, mas disse ser ainda prematuro avançar detalhes. Impissa disse não haver ainda plano de evacuação senão um “plano de emergência que consiste no levantamento dos moçambicanos nos países afectados”. Entretanto, disse que o Governo criou uma comissão multissectorial para estudar os impactos da guerra com profundidade.
Pelo quarto dia consecutivo, esta terça-feira, os EUA e Israel continuavam a atacar o Irão e este, por seu turno, não parava de retaliar, atacando bases militares e embaixadas dos EUA no Médio Oriente e Israel.
Por que os EUA e Israel atacaram o Irão?
De acordo com a CNN Brasil, Trump afirmou que o principal objetivo dos ataques era “defender o povo americano, eliminando ameaças iminentes do regime iraniano. Segundo o Presidente, essas ameaças incluíam o programa nuclear do Irã, que os EUA afirmaram ter destruído “totalmente” com ataques em Junho de 2025. Alegou ainda que o Irã está construindo mísseis balísticos capazes de atingir o território continental dos EUA.
Por seu turno, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu considera o Irã o adversário mais perigoso de Israel.





