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23 de September, 2025

Conselho Nacional do ANAMOLA custou 5.6 milhões de Meticais

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O primeiro Conselho Nacional do ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo) custou 5.6 milhões de Meticais. Os números foram divulgados na madrugada desta terça-feira pelo porta-voz do partido, Dinis Tivane, no encerramento do evento, que teve lugar na cidade da Beira, província de Sofala.

Segundo Dinis Tivane, o orçamento inicial do evento, que iniciou no sábado e terminou na madrugada desta terça-feira, era de 4.5 milhões de Meticais, mas os gastos ascenderam a 5.6 milhões de Meticais, facto que deverá levar o partido a negociar com os fornecedores de bens e serviços para o pagamento parcelado da dívida, que é de 1.1 milhão de Meticais.

Detalhando as despesas, Tivane afirmou que o alojamento, por exemplo, custou 1.4 milhão de Meticais; o transporte consumiu 962 mil Meticais; e as comunicações gastaram 290 mil Meticais. Por sua vez, a montagem de infra-estruturas custou 250 mil Meticais; e a actuação dos artistas, no dia do lançamento oficial do partido, teve um impacto de 48 mil Meticais. Disse ainda que a organização da própria reunião custou 1.4 milhão de Meticais.

O porta-voz do ANAMOLA revelou que o valor investido na realização do evento foi doado por entidades colectivas e singulares, incluindo a sociedade moçambicana. Afirmou que o lançamento oficial do partido contou com a participação de 300 pessoas, entre convidados e delegados. Já a reunião contou com a participação de aproximadamente 200 delegados.

Lembre-se que no último domingo, o ANAMOLA foi desafiado por Rosário Fernandes, antigo Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, a fazer diferente e melhor, devendo, para tal, adoptar, por um lado, a transparência e a cultura de prestação de contas e, por outro, recorrer a fontes de financiamento credíveis e auditáveis.

Segundo Rosário Fernandes, a principal fonte de receitas do partido no poder nunca residiu nas quotas dos seus membros, mas “na sua teia de investimentos empresariais, leais ou não, e outras fontes nunca reveladas, bem como nunca publicamente auditadas”.

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